19 de setembro de 2015

Brasil, um país sem ideologias políticas, isso só não vê quem não quer!

Em recente publicação pude notar que grande parcela da população está “enlouquecida” com a possibilidade de ter como Presidente da República um senhor de nome Jair Bolsonaro, Deputado Federal pela 6ª vez, representante do eleitor no Estado do Rio de Janeiro, filiado ao Partido Progressista.
Alguns disseram que se ele foi eleito tantas vezes, com milhões de votos é porque é bom! Declarações assim são bastante “conclusivas” e “inteligentes” quando nos recordamos de Sarney; Collor, que apesar de ter sofrido impeachment retornou por cima, como Senador; Lula e Dilma que também foram reeleitos; Paulo Maluf que sempre retorna das “cinzas” e tantos outros (“malas biscas”) que se perpetuam no poder por este Brasil afora.
Todo mundo conhece um político que não “larga do osso”! Esteja ele representando o Estado de origem no Congresso Nacional ou ainda permaneça, “humildemente”, sentado numa das cadeiras das Assembléias Legislativas.
Mas afinal, porque faço essa crítica tão óbvia?
Que culpa tem esses políticos de serem reeleitos vez após vez? A culpa não é deles, é de quem os elege sebendo quem são. É por isso que sempre repito a máxima:“cada povo tem o político que merece!”
O mesmo se passa com Bolsonaro. Pode até não ser corrupto, todavia é intolerante, homofóbico e truculanto; além disso é favorável à tortura – coisa que o partido dele, em tese, não tolera. Basta dar uma olhada na própria página do partido na internet (“sociedade baseada em dignidade humana”, com um representante que descumpre um dos maiores e mais importantes princípios da DUDH) – ora, pois!
Os progressistas na sua já longa história partidária, permanentemente empenhados em contribuir para a construção de um País moderno e de uma sociedade baseada na dignidade humana, e que seja justa, livre, democrática, pluralista, solidária e participativa, fundamentam a sua ação programática nos seguintes valores, princípios e crenças políticas:
I - busca continua do ideário democrático e dos objetivos nacionalistas de seus fundadores em elevar a Nação brasileira a um patamar de desenvolvimento econômico-social que possibilite à sua população uma vida digna e com igualdade de oportunidades para todos os cidadãos;
II - liberdade de culto religioso, garantia da inviolabilidade da privacidade, direito ao trabalho digno, ao salário justo, à moradia, à educação, à saúde, à alimentação, ao lazer, à segurança, bem como o exercício de uma imprensa livre e responsável e à preservação do meio-ambiente;
III - intangibilidade da Federação, harmonia dos poderes e crescente autonomia dos Estados e Municípios;
IV - consecução de um sistema econômico livre, que favoreça a prática das regras de mercado, mas que tenha como objetivo maior o bem-estar dos brasileiros e a eliminação das desigualdades sociais;
V - ação do Estado no campo econômico que leve em conta valores sociais como a criação e a distribuição de riquezas para todos com geração de empregos, renda, poupança, consumo e funcionamento de efetiva economia social de mercado; e,
VI - permanente adaptação para o processo de mudança continuada da sociedade, da economia brasileira e das responsabilidades dos entes federados.
Seguindo esses valores, princípios e crenças políticas, o PP orienta a sua ação programática com a convicção de que para a consolidação do regime democrático no País é necessário a existência de partidos políticos organizados e bem estruturados que garantam a legitimidade e a proporcionalidade da representação política, alicerçada no livre exercício, independente e consciente do voto secreto, na periodicidade dos mandatos, na rotatividade dos partidos no poder, respeitada a pluralidade doutrinária ideológica.
(…)
As raízes mais distantes do PP estão no PSD e nas bases construídas pela Arena e pelo PDS em todo o Brasil. O partido tem como representante mais “ilustre” Paulo Maluf.
Infelizmente, nesse país não podemos nos apresentar na política sem que um partido esteja nos apoiando – há exceções, mas elas são para os militares e magistrados que não podem estar filiados, todavia, mesmo assim, no momento da candidatura deverá ser “apresentado” por um, com declaração feita ao TRE ou TSE, vai depender do cargo que pretende se lançar candidato.

Quanto às ideologias políticas o que pensamos?

Bom, não se precisa de muita inteligência para notar o que se passa por aqui.
O que realmente vigora no Brasil são os conchavos políticos. Participar de uma boa coligação é o mais importante para ganhar as eleições e é isso que importa, até o momento. Esperamos que esse cenário mude!
Não importa se a ideologia partidária seja bem distinta da que “terá que apoiar”, o válido é ganhar, vencer sempre; quando já estiver “dentro”, conseguir mais ministérios ou Diretorias Estatais, especialmente se essas diretorias forem lucrativas e se esses ministérios tiverem importância significativa no cenário nacional – é isso que importa. Ideologia para que, se o bom mesmo é ganhar dinheiro fácil “representando o povo”, tirando dele a possibilidade de ter boa saúde, educação, segurança – mais qualidade de vida!
Esta seria a prova de que o país não tem ideologias políticas: as alianças (união que fazem para fortalecimento da candidatura) formadas.
Veja uma reportagem deO Globo, vinculada em 15/11/2009, via blog do noblat,acerca dos que muitos acreditavam improvável, infelizmente não me surpreendeu:
A eleição presidencial de 1989 foi marcada por agressões e ataques pessoais dos três principais personagens: os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN), que seria eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em segundo lugar, e o então presidente da República, José Sarney.
Era ladrão para lá, corrupto para ca e ditador de opereta para acolá. Collor ameaçava pôr os corruptos do governo Sarney na cadeia, se eleito. Sarney processou Collor por injúria e difamação. No calor da campanha, o alagoano xingou Lula de cambalacheiro. Foi eleito e não botou ninguém na cadeia. Acabou ele próprio apeado do cargo após dois anos de poder.
Depois de 20 anos, com Lula na Presidência, os três arqui-inimigos políticos transformaram-se em aliados em torno da base do governo petista, o que surpreendeu até os governistas, mostra reportagem de Gerson Camarotti e Maria Lima, pelo jornal O GLOBO.
As declarações de cada um para justificar a repentina amizade se basearam na alegação de que todos foram alvo de campanhas difamatórias e injustiças. Outra argumentação é que não foram eles que mudaram, mas o tempo e a política. De forma reservada, interlocutores de Lula disseram o que mais mudou nessas duas décadas foram o pragmatismo e a necessidade de governabilidade. Essa é só mais uma desculpa para seguir enganando os incautos que os elegem!
Para encerrar, a maioria que conseguir chegar ao final da leitura (coisa que duvido, de grande parte dos que comentam) perceberá que não sou uma “esquerdola”, tampouco “direitista”, ruralista e/ou falsa progressista. A minha ideologia se baseia na percepção que tenho da honestidade do candidato (é independente de partido político) – infelizmente não estou percebendo nenhum que tenha essa qualidade aqui no Brasil. Quando não é corrupto, é intolerante e se acha a “última bolacha do pacote”, a “salvação da pátria” – coisa que ninguém é!
O que vigora no Brasil é, de fato, o que frisamos, por vezes, no texto: “coligações para êxito nas eleições” – não importa se ontem te chamei de ladrão, e fui responsável pelo teu impeachement, hoje posso até te apoiar, vai depender de quão “lucrativo” seja esse apoio! O país e a população são apenas detalhes que “servem”: o país como algo lucrativo e o povo como “palhaços necessários”!

Obs: Alguns dos comentários que recebi no artigo sobre Bolsonaro e achei interessante compartilhar:

(por E. M. F) A ilustre colega não colocou esta informação em seu artigo: "Com mais de 464 mil votos, Jair Bolsonaro (PP), 59, foi o deputado federal com maior número de votos no Estado do Rio de Janeiro. Ele está na Câmara Federal há seis mandatos consecutivos, ou seja, ocupa há 24 anos a função." Fonte:http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/05/bolsonaro-rjeeleito-deputado-federal-no-rj-comomaior-numero-de-votos.htm
(Ser eleito por várias vezes dá a alguém atestado de bom político – dá sim de esperto, consegue enganar o povo que os elege – é o caso também de Lula, Dilma, Aécio, Sarney e tantos e tantos outros)
(por W. L. B. De C) “Texto com muito juízo de valor. Parece aqueles textos do pessoal de direitos humanos que não defendem os humanos direitos. Em 2018 o meu voto para Presidente será para Jair Bolsonaro! Os comunas piram! Kkkkk!” (esse tem razão, o comentário dele é mesmo engraçado, até eu ri – não sabendo do meu anti-partidárismo, para mim partidos e suas falsas ideologias, todos eles, são descartáveis, se não precisasse de um para se candidatar, até eu me apresentaria)
(Por J. O) “Dra. Elaine, Francamente, a senhora realmente assistiu os vídeos sobre as agressões de Maria do Rosário a Bolsonaro, a qual depois foi posar de vítima, como todo bom esquerdopata indecente faz?
- Sabia da absolvição de Bolsonaro sobre o suposto crime de racismo, cuja base de acusação foi um vídeo editado, cuja responsabilidade é de um sujeito careca, que comandava o CQC. Inclusive está sendo processado por Bolsonaro em ação de reparação de danos e denunciação caluniosa e "otras cositas" mais? Já li um comentário seu dizendo que não é jornalista; que não importa as alegações, pois ele foi condenado pela justiça no caso Maria do Rosário...
Bem, não me parece razoável uma causídica se posicionar assim de forma explicitamente ideológica, já que, claramente Bolsonaro só tem atritos com gente da esquerda”. (o que tem a ver uma pessoa se posicionar dessa ou daquela forma, só porque exrce essa ou àquela profissão – não entendi. Nada a ver isso)
( Por F da V) “Esse cara me representa, conservador, pelo certo, valoriza quem trabalha, e de maneira nenhuma é homofóbico ou intolerante, talvez com ladroes, ai ele e todos os trabalhadores o são. O povo dos mimimis, os comunistas que andam com rolex no pulso, esses tem muito medo de um cidadão que defende quem zela pela família e trabalho ganhe as eleições para presidente”. (para um Progressista ele é conservador até demais – falsas ideologias políticas, é disso que falo).
(por A. D ) “Se ele representa o estado do RJ pela 6ª vez é porque tem qualidade. Votaria nele até para Presidente. Não posso votar para deputado porque meu título é de outro estado. Ele fala o que muitos gostariam de falar. Tem coragem, é honesto e reage à mesma altura em que é provocado. Concordo em gênero, nº e grau as colocações do verdadeiro representante do povo. Parabéns Deputado e Capítão Bolsonaro, continue sempre assim”. (essa sim é uma conclusão inteligente – basta ver os que estão aí, perpetuando no poder)
Autoria: elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao copiar, citar, etc, citar a fonte)
Foto/Créditos: umbrasilcomunista. Blogspot; agazetadigital. Blogspot
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