30 de julho de 2016

...A vida!

figura por scrachofrases.blogspot

Para muitos ela parece eterna, cheia de motivos para sair acumulando riquezas;

Para outros ela parece breve demais - aproveitam tudo e da forma mais louca possível, como se não houvesse amanhã (são os "vida louca");

Hoje, na "era da informática", surge um novo tipo. Trata-se daquele que vive mas nem nota que a vida passa, pois segue "vidrado" no celular ou faz demasiados planos para um futuro incerto;

Alguns vivem do passado - nunca viram a página;

Já, para mim, a vida é passageira; algo cheia de altos e baixos com uma certeza só - uma dia acaba; 

....então, de que adianta acumular 3.000 amigos no facebook:
300 em uma festa;
30 no bairro;
20 na rua;
04 em casa (pai, mãe, irmãos) e,
no final acabar sozinho num caixão frio e escuro? 

Se tiver acumulado riquezas ela ficará para alguém que talvez nunca tenha contribuído; 

se foi um vida louca muitos se sentirão aliviados com a partida; 

se vivia de planos ou "vidrado" na tela de um aparelho celular, também será esquecido; 

Assim, se no final o que conta é você (só você) por que muitos ainda perdem tempo dizendo: "EU NÃO VIVO SEM VOCÊ"?  

O que parece declaração de amor, para mim tem outra conotação, qual seja? "se não ficar comigo prefiro morrer"!  

A conclusão que cheguei é a seguinte: 
ame-se, ninguém fará isso por você se você mesmo(a) não o fizer antes - hoje, aos 47 anos bem vividos, descobri que a vida é muito curta para ter que agradar aos outros!

Por Elane F. de Souza (Advogada e autora deste Blog - ao copiar ou redistribuir compartilhando cite a fonte)

29 de julho de 2016

10 coisas que todo homem deveria saber!

charge por estilo.uol.com.br

Não quero parecer falaciosa mas tomarei apenas minha pessoa e algumas amigas como fator de consideração para apresentar as 10 mais importantes coisas que todo homem deveria saber para seguir sendo o centro de atenções de uma mulher mesmo após o casamento!

Não é novidade para ninguém que a maioria das pessoas, após o casamento, dão uma "relaxadazinha básica" na aparência - para alguns, enfeitar-se, fazer a higiene adequada só mesmo com alguma finalidade - a da conquista é uma delas. Funciona mais ou menos como uma "propaganda enganosa" ; isso, geralmente se dá durante o namoro, após o casamento geralmente apresentam-se como são de verdade


É comum que ambos os "enamorados" veja um ao outro de forma admirável (sempre cheirosos, unhas feitas, maquiagem impecável, saltos altos, cabelos sedosos, roupa bonita e até na moda, corpo bem cuidado, etc); ocorre que quando se deparam com a "vida real", o cotidiano, o dia-a-dia após o casamento a coisa é bem outra!

Assim, o melhor a fazer, no caso do homem (depois falaremos da mulher) é se portar de forma que siga agradando a parceira ou correrá sério risco de acontecer um rompimento ou se tornar um "mal" relacionamento!


10 Pontos importantes a considerar são:

  1. Tomar banho todos os dias, em especial antes e depois do ato sexual;
  2. Cuidar da higiene bucal - escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e ir ao dentista algumas vezes ao ano;
  3. Dar descarga no vaso sanitário, ninguém gosta de encarar excrementos alheios - vocês se casaram, é uma relação de "amor" e não de "protocooperação";
  4. Cortar as unhas dos pés e das mãos ou pelo menos lixá-las bem  e deixá-las sempre limpas (não há nada pior que ser "bulinada internamente" com unhas de "tatu" - um ferimento e infecção poderá ocorrer);
  5. Levar café na cama e flores, pelo menos três vezes ao ano (aniversário, dia dos namorados e aniversário de casamento); se quiser levar mais vezes o seu bom conceito crescerá;
  6. Elogiá-la sempre, mas também pode dar opinião de como gosta de vê-la vestida ou perfumada - opinar sim, IMPÔR NUNCA:
  7. Convidá-la, de vez em quando, para passeios românticos como os de antigamente (no namoro);
  8. Nunca esquecer o desodorante, se o cheiro persistir depile as axilas (isso melhora pois suará menos);
  9. Entender que a mulher não nasceu de saltos altos nem maquiada - dentro de casa é relativamente comum "descansarmos a pele" e o solado dos pés;
  10. Entender que os anos passam, todo mundo fica mais velho, mais flácido, e com cabelos brancos - inclusive vocês; entender e aceitar isso é importante! Essa
Essa é a "fórmula" de um casamento duradouro e "feliz" - pelo menos para ela!  rsrssr

Por Elane F. de Souza (Autora deste Blog)

8 de julho de 2016

Preconceito, quem nunca praticou ou sofreu que atire a primeira pedra! Os nordestinos que o digam!

"Pré-conceito”, a meu ver não passa de um “julgamento antecipado da lide”(exagerando, claro); todavia, o real significado da palavra na língua portuguesa, sua origem e como ela é entendida no mundo acadêmico, é o que explicaremos a seguir.

Preconceito (por definições Google. Com)
substantivo masculino
1) qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico. Ideia, opinião ou sentimento desfavorável formado sem conhecimento abalizado, ponderação ou razão;
2) sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância. " p. Contra um grupo religioso, nacional ou racial ";
3) conjunto de tais atitudes;
4) psicn qualquer atitude étnica que preencha uma função irracional específica, para seu portador. " p. Alimentados pelo inconsciente individual "
Origem
Etimologiapre + conceito
De “pré-“, “antes, à frente”, mais “conceito”, ou seja, “fazer uma escolha ou emitir uma opinião antes de conhecer os fatos”.
A palavra parece ter sido feita dentro do Próprio Português, usando derivados de PRE “antes” do Latim e o CONCEPTUS, “resumo”, inicialmente “algo preparado, concebido”, de CONCIPERE, “conceber”.

Mas o que realmente é preconceito?


Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória, perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento.  É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento sério.
O preconceito pode acontecer de uma forma banal, até um pensamento, por exemplo: que feio, que gorda, que magro, como é burro este negrão. Há um sentimento de impotência quando se pretende mudar alguém.
Existem diversas formas de preconceito, citaremos algumas para que posteriormente possamos demonstrar que esse tipo de atitude não passa de hipocrisia, partindo de pessoas com personalidade intolerante, ou até por falta de conhecimento – ignorância, simplesmente, mas, mais comum que “andar de bicicleta”.

As diversas formas de preconceito e seus porquês!


Existem diferentes manifestações e tipos de preconceito, sendo as formas mais comuns o preconceito socialracial (racismo) e sexual (sexismo ou homofobia). 

Nas características comuns a grupos, atitudes preconceituosas são aquelas que partem para o campo da agressividade ou da discriminação. O preconceito faz parte do domínio da crença pois tem uma base irracional, não do conhecimento que é fundamentado no argumento ou no raciocínio.
Existe também o preconceito linguístico, que consiste numa discriminação sem fundamento contra variedades linguísticas. Esse preconceito é também um preconceito social, e tem como alvo pessoas que falam de forma diferente devido a algum motivo histórico. 

Marcos Magno, professor, linguista e escritor brasileiro escreveu a respeito do preconceito linguístico, desconstruindo oito mitos relacionados com a cultura brasileira e com a língua falada no Brasil.
Também é possível identificar o preconceito religioso, onde um indivíduo é discriminado pela sua prática religiosa ou por não possuir uma. Por exemplo: num aeroporto, muitas pessoas ficam nervosas se vêem alguém e presumem que esse indivíduo é muçulmano, pois partem do princípio que todos os muçulmanos são extremistas/bombistas.
Algumas pessoas também são discriminadas dependendo do local onde nasceram. No Brasil, por exemplo, muitos nordestinos são discriminados por causa do preconceito que está arraigado na sociedade. Esse é o tipo que daremos ênfase neste artigo.

Preconceito contra nordestinos - nele inserido o linguístico ou social


Como já disse em artigos anteriores, praticamente não vejo TV, no entanto vejo You Tube e algumas páginas oficiais das emissoras de TV.   No final das contas acaba sendo quase a mesma coisa já que nelas podemos acessar tudo que passa na TV (então, o melhor é selecionar o que se vê); todavia, de vez em quando a gente não resiste e acaba acessando algumas inutilidades que, por sinal, até servem de algo – inspiração para escrever este artigo é esse “algo” de que falo!
Ao clicar em vídeos do youtube sobre preconceito contra nordestinos vi um que se originava do programa CQC da Band. Tratava-se de uma pesquisa de rua feita por dois “repórteres/atores”, um fazia a referida reportagem no Rio de Janeiro e o outro na Cidade de São Paulo.
Nunca ouvi tanto absurdo pronunciado por pessoas entrevistadas (as imagens foram preservadas pois, as respostas que deram não passaram de crimes de preconceito). 

Os repórteres eram orientados a falar o que falavam, ou seja, perguntar se SIM ou se NÃO que os Estados de RJ e SP deveriam pagar para os nordestinos irem embora já que sujavam muito a cidade e eram mal educados - falavam alto. Uma maioria dizia sim, alguns que diziam não era porque necessitavam deles para limpar as ruas ou suas casas como empregadas domésticas ou babás, só uma minoria parecia indignada pelo preconceito que o repórter/pesquisador demonstrava ter.
Para essa maioria os nordestinos serviam apenas para limpar o chão da cidade ou servi-los como porteiros, babás, motoristas de ônibus ou domésticas. A justificativa era o sotaque feio e semi -analfabetismo.
De início o programa mostrou outro tipo de pesquisa. Um rapaz com sotaque nordestino ligava para alguns anúncios de aluguel e perguntava se ainda estavam alugando a vaga para estudante ou o apartamento. A maioria das respostas que obteve foi de que a vaga já não existia; no entanto, quando o rapaz do CQC (com sotaque paulista) ligava, apenas 15 minutos depois, a resposta que obtinha era outra - a maioria das "vagas preenchidas" para o nordestino, na verdade, ainda existiam para o paulista; o que significa que as pessoas não querem nordestinos em seus imóveis, muito menos como companheiros, dividindo vaga em apartamento de estudante.
Esse tipo de preconceito faz com que pessoas, como esse estudante da pesquisa (que procurava apartamento) fale pouco nos ambientes onde circula (trabalho, escola, lazer) e quando o faz esforça-se muito para demonstrar um outro sotaque – é quase um preconceito contra si próprio, o orgulho pela origem desaparece pois o que lhe proporciona é mais tristeza, segregação e falta de oportunidade, que alegrias.
Preconceito quem nunca praticou ou sofreu que atire a primeira pedra Os nordestinos que o digam
Preconceito

O pior é que, além do preconceito de que já falamos ainda existem aqueles que colocam apelidos pejorativos e que fazem “zoação” com a terra alheia sem nunca, sequer, ter passado perto.  Quem não conhece alguém assim, vazio, ignorante; alguém que toma a exceção como regra?
Felizes daqueles que, como eu, tiveram o privilégio de escolher o nordeste para viver e amar; apesar da distância que me separa das raízes, de toda uma família, hoje é o nordeste que me faz feliz!

Personalidades nordestinas que todos gostariam de ter ou ter tido por perto e não se envergonhariam


Jorge Amado, Ariano Suassuna, Chico Anísio, José Wilker, Raquel de Queiroz, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Dominguinhos, Raul Seixas, Nelson Rodrigues, Vagner Moura, Vladmir Brtcha, Djavan, Frank Aguiar, Lázaro Ramos, Luiz Gonzaga, Geraldo Azevedo, Aguinaldo Silva, Arlete Sales, Caetano Veloso, Alcione, Tom Cavalcante, Marco Nanini, Graciliano Ramos, Zé Ramalho, Cacá Diegues, alceu Valença, Dorival Caimi, Elba Ramalho, Gal Costa, Gilberto Gil, Luiza Tomé, etc.
- Qual a finalidade em citar gente famosa como exemplo de nordestino?  Simples. A maioria da população só dá valor a fama e ao dinheiro, sendo assim aí estão, pessoas de renome no cenário nacional pela música, teatro, literatura e comédia. Sem falar na política nacional, mas como é algo que causa mais vergonha que orgulho prefiro me ater aos ramos já citados, todavia para quem deseja saber, contrariada, relacionarei, alguns políticos que saíram do nordeste e ficaram na memória:
Marechal Deodoro da Fonseca, Alagoano; Marechal Floriano Peixoto, também Alagoano nascido na Província de Ipioca; Epitássio Pessoa nasceu na Paraíba; Café Filho (Presidente de 1954 a 1955, foi deposto – nasceu no RN); Marechal Humberto Alencar Castelo Branco nasceu em Fortaleza – CE; e Luiz Inácio Lula da Silva (esse, muito mais vergonha que orgulho – não pela nacionalidade, mas pelas ações), nasceu em Garanhuns, Pernambuco. 

Aliás qual dos citados dá orgulho a alguém apesar de serem nordestinos? A política e os políticos, neste país, não dá orgulho a ninguém, seja de que região e partido for!  Com essa citação, acabei de cometer um crime de preconceito contra os políticos e a política (generalizei)!

Mas é assim - nunca disse ser isenta de preconceitos, apenas me policio para evitar praticá-los contra quem não merece, como: homossexuais, analfabetos, índios, negros, brancos, pessoas com necessidades especiais, baixos, altos, gordos, bonitos, feios, idosos, crianças, animais, etc; além disso não ser xenófoba!
Pré-conceituar o diferente é quase comum e ser vítima também! Quem nunca foi vítima ou proferiu palavras preconceituosas contra alguém “que atire a primeira pedra”?!  

É bem difícil encontrar alguém que nunca tenha passado por preconceito. Mesmo que seja há muito tempo, dentro das escolas, quando criança. Na época, já partíamos para esse tipo de agressão mesmo sem saber qual o nome dado a ela (a agressão - bullying, uma forma de perturbação que não passa de preconceito ou racismo contra o diferente).
Chamar alguém de feia, magricela, gorducha, cabelo ruim, pobretona, bichinha, viadinho, sapatona é tão comum nas escolas onde estudam crianças e adolescentes que chega a ser “normal” – hoje, todavia, é uma espécie de preconceito modernamente chamado de “Bullying”, que também pode ser punido.
Ao nos tornarmos adultos é mais difícil praticar a maioria das ofensas que foram citadas no parágrafo anterior; no entanto, é comum termos medo de circular por certos bairros pois lá habitam muitos drogaditos, acontecem muitas mortes e estupros na região, além disso, ter amizade com alguém que vive ali não é “recomendável” – é o que muitos de nós pensamos antecipadamente, ou seja, julgamos os moradores do local pelo que lá normalmente acontece.  Isso também é preconceito, com certeza eu e você já o praticamos.
Preconceito quem nunca praticou ou sofreu que atire a primeira pedra Os nordestinos que o digam
preconceito é assim
E fazer amizades com alguém de religião distinta da nossa? Um exemplo disso são os evangélicos com os espíritas e umbandistas, não vejo muitos se relacionarem; ateus e avangélicos; corinthiano e palmeirense; sulistas e nordestinos se casando (exceções sempre haverão – em todos os casos citados, todavia são mais raros devido, justamente, pelo preconceito que os cercam).
Nesse diapasão é que digo, sem medo de errar, que uma maioria, quase absoluta de nós, é “criminosa” e intolerante! Negar isso é ser falso moralista! Melhor nos policiarmos cada dia, quiçá conseguiremos abrir mão deles e ser feliz junto, com as diferenças que são comuns no mundo!
Preconceito quem nunca praticou ou sofreu que atire a primeira pedra Os nordestinos que o digam
Adicionar legenda
Para finalizar veja o que diz a Lei 7.716/89 com alterações:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97).
(…)
Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.
§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça ou de cor ou práticas resultantes do preconceito de descendência ou origem nacional ou étnica: (Incluído pela Lei nº 12.288, de 2010)

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Fontes: http://www.significados.com.br/preconceito/; Notícias BOL; e mundovestibular. Com
Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Fotos/Créditos: nilsonsa. Blogspot. Com e kidfrases. Com


6 de julho de 2016

A escravidão humana no mundo: você contribui?




Sabe àquela bolsa linda, de marca, ou aquele vestido maravilhoso que é ofertado em certas lojas por uma pechincha e você não resiste e compra? Pois é, ao adquirí-los você estará, certamente, contribuindo para o trabalho escravo que ainda hoje, lamentavelmente, existe em grande parte do mundo.

Fazer compras é bom, mas melhor ainda é quando encontramos as peças de roupa que queremos em promoção ou na internet, quase de graça. Pensando bem, como algumas lojas conseguem vender roupas a preços tão baixos? Uma vending machine instalada na Alexanderplatz, a principal praça de Berlim, na Alemanha, ofertava camisetas a um preço de 2 euros. Você sabe qual é o verdadeiro preço disso?
Baratas, as camisetas atraíram muitos compradores que, ao selecionarem o tamanho da peça, encaravam a verdade que estava por trás do preço baixo: uma fábrica de roupas em Bangladesh que paga mulheres e crianças cerca de 13 centavos por hora para costurarem camisetas em um ambiente hostil. Com duração de 16 horas diárias. Que tapa na cara, hein?
Uma pesquisa de 2014 The Global Slavery Index, da fundação internacional Walk Free, revelou que existem no mundo 35,8 milhões de pessoas mantidas em situação de escravidão. O relatório foi lançado oficialmente em 18 de novembro e a versão em português apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.
Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
Em entrevista à Agência Brasil, Diana Maggiore, representante da Walk Free no Brasil, disse que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas no The Global Slavery Index 2013.
No Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. "Por causa dos eventos esportivos tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente", disse.
Os últimos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2012, apontam que quase 21 milhões de crianças e adultos estão presos em regimes de escravidão em todo o mundo. O maior número deles está na Ásia e região do Pacífico, com 11,7 milhões de pessoas nessas condições.
No dia 23 de outubro de 2015 um caso se propagou rapidamente no país. A advogada Sandra Miranda, de Brasília, recebeu uma encomenda do site chinês AliExpress com um pedido de socorro: "I slave. Help me (Sou escravo, ajude-me)", provavelmente de quem embalou.
O grupo Alibaba, que controla o AliExpress, diz que o caso está sendo investigado. Segundo Sandra, um representante da empresa explicou que o site apenas revende os produtos que já chegam embalados de diversas fábricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio a mercadoria. A Embaixada da China no Brasil disse que o país asiático tem leis que proíbem rigorosamente o trabalho escravo e um órgão atua na sua erradicação.
Segundo Luiz Machado, coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT no Brasil, o perfil de trabalhadores escravizados na Ásia não é muito diferente de outros lugares do mundo. São pessoas pobres, a maioria mulheres e crianças, por serem mais vulneráveis, que geralmente migram do seu local de origem, dentro do próprio país ou não, por conta própria ou forçados, e sem educação formal aceitam qualquer proposta de trabalho; podem ser enganadas ou ter a liberdade cerceada e acabam aceitando a exploração por ser a única forma de ganhar um pouco de dinheiro ou comida.
O Brasil é um dos pouquíssimos países que tem estrutura específica de combate ao trabalho escravo - grupos de fiscalização móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com a Polícia Federal. De 1995 até 2013, quase 47 mil vítimas foram resgatadas da situação de escravidão no Brasil, entre brasileiros e estrangeiros. Historicamente, os setores agropecuário e sucroalcooleiro são os que mais aparecem na lista suja do trabalho escravo, mas a construção civil e a moda vêm ganhando destaque.
Para o coordenador da OIT no Brasil, o país deve se preparar para enfrentar a questão da imigração, já que cada vez mais latino-americanos, africanos e asiáticos estão vindo em busca de trabalho. "Não há um processo ainda desburocratizado para apoiar o trabalhador migrante. O Estatuto do Estrangeiro, de 1980, tem que ser revisado e adequado ao novo cenário global de fronteiras", argumentou Machado.

Legislação no Brasil e no mundo

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) tratou, em vários artigos, sobre a liberdade do ser humano de não se submeter a escravidão e nem a tortura, todavia muitos povos ainda “desconhecem”, ou preferem fingir conhecer essa legislação que vigora no mundo. Veja DUDH:
Artigo 1 Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2 Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3 Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4 Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5 Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
A legislação brasileira, por meio do artigo 149 do Código Penal, que está em vigor desde 2003, considera que quatro elementos podem configurar trabalho em condições análogas às de escravos: trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes e servidão por dívida.
Quem for flagrado fazendo uso de trabalhadores nessas condições pode pegar de dois a oito anos de prisão, além de multa. A OIT, uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) direcionada ao trabalho decente, considera que esse artigo é “consistente” com a Convenção nº 29 da OIT, ratificada pelo Brasil em 1957. Ao ratificar, o país compromete-se a eliminar o trabalho forçado ou obrigatório em seu território.
As Convenções da OIT são patamares mínimos. Os Estados-Membros que as ratifiquem estão obrigados a respeitar esses patamares mínimos e, ao mesmo tempo, são soberanos para desenvolver suas legislações além desses patamares da forma que considerem mais conveniente”, explicou a entidade no comunicado.
No Congresso Nacional desde 1995, a PEC do Trabalho Escravo prevê a desapropriação de terras onde a superexploração do trabalhador for flagrada. O projeto altera o artigo 243 da Constituição Federal e determina que os terrenos desapropriados sejam destinados à reforma agrária ou à construção de moradias populares. Sob forte resistência da Bancada Ruralista, a proposta foi aprovada em maio de 2012 na Câmara dos Deputados. No Senado, os parlamentares do grupo tentam aprovar, em conjunto com a PEC do Trabalho Escravo, o Projeto de Lei 432/2013, que regulamenta a PEC. No entanto, a regulamentação desconsidera que o trabalho escravo possa ser configurado por jornada exaustiva e condições degradantes, dois dos elementos considerados pelo artigo 149 do Código Penal.
Essa não é a primeira vez que a Organização Internacional do Trabalho se manifesta a favor da legislação brasileira de combate ao trabalho escravo. Em uma dessas ocasiões, um relatório global da entidade elogiou a definição de escravidão prevista na lei brasileira e citou o Brasil como referência mundial no combate ao trabalho escravo. Em agosto deste ano, a advogada Gulnara Shahinian, Relatora Especial da ONU para formas contemporâneas de escravidão, enviou uma carta aos senadores cobrando a imediata aprovação da PEC do Trabalho Escravo. Em sua avaliação, o artigo 149 doCódigo Penal atende plenamente ao que está previsto nas convenções internacionais contra trabalho forçado das quais o Brasil é signatário.
Na Europa é quase normal você encontrar coisas baratíssimas em algumas lojas. O que sempre me fez questionar a origem de tais produtos.
Hoje, é comum grandes marcas se valerem de chineses e de outras nações para produzirem suas marcas, e olhe que não estou falando de falsificações não, são produtos originais só que produzidos por chineses autorizados e “pagos”(?) pelos donos das marcas. Infelizmente, muitas vezes, não é sempre, estaremos financiando esse mundo podre da escravidão humana.
Autoria/Comentários: Elane Souza OAB/CE 27.340-B com fontes abaixo
Foto/Créditos: filoparanavaí. Blogspot.com

5 de julho de 2016

"Casamento é algo prejudicial para a saúde"!

charge por slidepalyer.com.br

Um estudo recente comprovou o que muitos(as) já sabiam (EU, com certeza): casamento traz malefícios à saúde; já a paquera, o namoro, a busca por parceiros nos motiva a estarmos sempre bem fisicamente - mais magros, mais saudáveis, de aparência sempre limpa, um todo melhor ("ritual para a caça")!

Quem já dizia que casamento engorda e provoca cabelos brancos estava certíssimo. As novas preocupações com filhos e parceiros, dietas alimentares e costumes distintos são os grandes responsáveis por isso diz um estudo realizado por "Jornal of Family Issues"!

Agora imagine que sua relação tenha, constantemente, altos e baixos!?  Isso lhe provocará depressão, ansiedade, tristezas e até problemas cardíacos - foi a conclusão encontrada nos estudos dentro da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos!  No entanto, tal conclusão nem necessitaria de estudo - isso é lógico; relações doentias e estressantes não fazem bem a ninguém; nesses casos o melhor é partir para a vida de divorciado ou seguir solteiro ...só acho!!!


No mesmo sentido, pesquisadores da Universidade Brigham Young, ainda nos Estados Unidos, analisaram 94 casais para entender como a qualidade do relacionamento afeta a saúde do casal. Os resultados foram claros por lá também: pessoas em casamentos emocionalmente instáveis sofriam maior variação da pressão arterial. 

De fato são estudos que apenas comprovaram o que a maioria de nós já sabia pela simples constatação visual, quer seja próxima ou remota a nós!

Quem nunca notou em parentes ou amigos que após casarem engordaram horrores?  Ou que um ou ambos os integrantes do casal se tornaram possessivos, ciumentos, transformando a vida do outro num inferno (às vezes psicológico, às vezes físico).  

Quem disser que relações fazem bem a saúde certamente é um eterno dependente, se não financeiro seria pelo emocional (que é pior)! 

Raramente se vê uma relação perfeita, uma que não traga nenhum malefício a saúde do outro - seria capaz de desafiar 50 casais que só tenha coisas bonitas a contar um do outro.....; contar que no outro só há coisas boas, que nada no outro o aborrece (que a mania do outro de deixar o vazo sem descarga é lindo; que não escovar os dentes na maioria das refeições é bonito; que vê-lo(la) dormir sem banho em dias frios é legal; que não se depilar como antes - na época do namoro - atraí; que deixar de frequentar a academia foi melhor, etc.).

Não se precisa de especialista para constatar que casar envelhece na maioria dos casos e adoece em grande parte deles - isso só não vê quem não quer!  Experimente comparar duas amigas da mesma idade, que viviam e frequentavam os mesmo lugares - uma se casou e a outra não; os anos passaram.....qual delas parece mais envelhecida, mais cansada, mais gorda ou mais debilitada emocionalmente?   Certeza que é a casada - falo por mim e por tantas outras que conheci...

Houve uma época em que eu era a solteira e muitas eram as casadas...., quando as encontrava sentia nelas uma certa vergonha quando nos comparava - durante muitos anos eu fui a "novinha", apesar de não ter parado no tempo...., hoje, ao encontrá-las a envergonhada sou eu pois, agora, grande parte delas estão separadas ou divorciadas, e como é lógico, mais felizes! 

Obs.: não estou incentivando o divórcio nem separações como fórmula da felicidade, mas o certo é que após um tempo e as dores que provocam uma ruptura e assim que se sentirão - FELIZES, afinal, o "fardo" que carregavam não existe mais!!!

Por Elane f. de Souza, Advogada e autora deste Blog - ao copiar total ou parte dele favor citar a fonte.

Utilizei como fontes do texto o artigo publicado no msn.com/pt por Cláudia


4 de julho de 2016

Preconceito em Portugal!

Sempre que discorro aos amigos sobre o pouco tempo que vivi em Portugal (de maio de 2007 à junho de 2011) procuro não falar sobre coisas ruins - apenas exalto o quão bom foi ter a oportunidade de "viver e respirar novos horizontes".  Infelizmente a minha decisão de morar fora foi mais uma "fuga" do que um desejo.

Naquela época eu sequer sonhava em viver longe de meu país! AMO O BRASIL!  Sempre imaginei-me fazendo viagens turísticas a outros continentes - todavia, MORAR fora não estava nos meus planos.  Antes, inclusive, eu pensava assim: como pode as pessoas ficarem sonhando em morar fora do país, trabalhar "duro", ser "escravos", discriminados e mal tratados pelos "nativos"?!  - Se pelo menos fosse com finalidade educativa...!

por esquilho.wordpress.com
O fato é que acabei fazendo o que tantos no meu país, e no mundo, fazem: IMIGREI! O dinheiro que levei não era pouco, mas gastei com viagens; algum tempo depois tive que trabalhar para poder pagar as despesas com moradia e comida - no último ano que lá estive, até ir para uma Faculdade fazer Mestrado, eu fui, infelizmente durou pouco; já estava saturada dos trabalhos, o salário era pouco, mal dava para essas despesas e a consideração e o respeito pela pessoa do imigrante (no caso - EU), menor ainda!

Quando disse, no primeiro parágrafo, que essa "estadia" em Portugal, mas especificamente Lisboa, foi tida como uma fuga não devem tomá-la ao pé da letra!  Vivia dias difíceis por aqui!  Recém separada de alguém que gostava muito, passava os dias deprimida; o que fazia era gastar o que tinha e o que não para sentir-me com a mesma qualidade de vida de antes - só que já não tinha; acabei por acumular dívidas, por fim tive que vender meu automóvel para pagá-las - com o restante aproveitei a ida de uma amiga para o país em questão e acabei por acompanhá-la.

O fato é que a vida longe de casa não é fácil - os "fracos" não sobrevivem aos 3 meses que o bilhete de volta "segura"!  Confesso que só sobrevivi porque fiz do "limão uma limonada" e a "enfiei goela abaixo"; no entanto, antes disso acontecer fui me divertir já que havia chegado com algum recurso e naquele momento ainda não me via trabalhando em restaurante!  Aproveitei as possibilidades que Europa dá aos que já estão em seu território e fui viajar.  Com isso acabei por conhecer quase todo o país com viagens de baixo custo (de ônibus; com excursão; de tren e vôos Low Cost); com tren e avião fui a lugares mais distantes (Espanha, Itália e Alemanha).  

Nessas viagens o lance é comer pouco, andar muito e se hospedar em albergues, hostals ou pousadas baratas - quando se tratava de uma excursão de autobus a reserva era feita antecipadamente e em quartos múltiplos, assim, tudo fica mais barato, além do mais é divertido; quem curte fazer amizade é perfeito!

No entanto, como dito anteriormente, chegou um momento que o dinheiro acabou!  Foi pensando nisso que, antecipadamente, redigi um contrato de doméstica e passei a um amigo para assiná-lo como sendo sua funcionária, dessa forma consegui visto de trabalho. Muito imigrante que chega lá faz isso, não fui a primeira; sorte de quem ainda tem alguém que aceite passar-se por patrão!  A partir daí pude procurar emprego "legal", com alguns direitos; sem visto praticamente não há oportunidade de trabalho - se com ele só se encontra sub-emprego, sem ele então é tudo mais difícil!

Os salários lá são como cá - baixos, iludidos são os que saem daqui em busca de melhores; os ambientes são ruins; colegas e patrões te humilham - inclusive colegas brasileiros que se acham importantes, os "supras-sumo" só porque são mais antigos no ambiente que você.....; pessoas que te ridicularizam se você diz ter um grau de estudo superior ao deles - zombam, riem da sua cara dizendo que você é otária porque está ali se submetendo àquilo (isso quando acreditam); outros agem diferente: deixam de falar contigo porque acreditam que você não pode, DEFINITIVAMENTE, ter aquele grau de escolaridade, ou aquelas condições de vida que diz ter em seu país - para a maioria dos imigrantes e para os nativos você nunca poderia ser melhor, mais instruída que eles uma vez que imigrou e está servindo às mesas ou lavando pratos!

Todavia, não é somente no ambiente de trabalho que as brasileiras sofrem preconceito em Portugal. Quando estão na balada, nos centros comerciais, nos parques, nos cafés - qualquer sítio é local "propício" para sermos tachadas de "putas" ou "trabalhadoras de bar de alterne" que é quase a mesma coisa!  Certos fulanos(as) são bem difíceis de convencer que somos apenas trabalhadoras comuns!  Para a maioria dos Portugueses  - imigrou, é nova, bonita, então é puta!  Muitas vezes nem precisa reunir esses requisitos; eu mesma nem era nova, nem bonita, no entanto várias vezes fui tachada de "puta", do nada!  Infelizmente, até os próprios conterrâneos são capazes que agir assim se você não estiver trabalhando.  Quando cheguei a Lisboa ainda tinha dinheiro para viajar, muitas vezes me perguntaram como eu tinha conseguido sem estar trabalhando - como disse antes, para eles (nativos ou não), nenhum(a) imigrante pode ter dinheiro ou chegar com dinheiro - tem que chegar sem "um tostão" e logo ir trabalhar ou ser puta, porque com eles(as) foi assim - como poderia, comigo, ser diferente?!

Por Elane F. de Souza (Adv. e Administradora deste Blog)

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