23 de junho de 2016

Pelo fim das imagens impactantes nas redes sociais!

Não serei hipócrita em afirmar que detesto redes sociais, afinal, quem vier a me procurar um pouco certamente me encontrará em pelo menos duas delas: estou no facebook e no Google mais (G+)

O fato é que nem sempre os assuntos que "pulam" nas nossas "timelines" são do nosso agrado.  Muitos dirão que é só deixar de curtir a página ou deixar de seguir a pessoa: estão certos os que pensarem assim só que se fizesse isso com todos os que, volta e meia, publicam imagens impactantes ou notícias que não me interessam eu ficaria com ela vazia demais!   

Mas de que adianta ser "amiga" de uma pessoa numa rede social e impedir que suas publicações apareçam em nossa página?  Melhor deixar de ser amiga dela na rede bloqueando-a de vez - confesso que até já fiz isso com alguns(as), mas não fico feliz!  No entanto, penso que se o assunto que interessa a elas é importante ao ponto de compartilhar com todos mas não interessam a mim, nós não temos muito em comum para continuar "amigos na rede"! 

Já no caso dos sites e blogs que só publicam coisas desinteressantes o jeito é ir lá na página e deixar de curtir - se hoje recebemos atualizações deles é porque um dia curtimos, naquele momento se acreditava que futuramente haveria mais coisas que pudessem ser curtidas - se não está havendo o melhor é "descurtir"!

Nesse sentido, a rede social que mais me chateia com imagens e notas bizarras é o Facebook.  Infelizmente elas sempre vêm das pessoas que você mais gosta na vida real - o que fazer?  Deixar de seguí-las seria uma "ofensa" (no íntimo penso assim, pois, se soubesse que um amigo meu na rede e na vida real, que mais gosto, deixou de me seguir pelos meus assuntos, também ficaria ofendida - no mínimo magoada). O melhor a fazer então é ignorar a imagem e a mensagem que ela traz?  A mensagem é fácil, é só não ler - mas e a imagem, que às vezes toma conta da tela?  

Afff, difícil né?!   Dizer para a pessoa que a imagem é chocante e muitas vezes triste só de olhar também ofende a alguns "espíritos de porco" que se acham os bons samaritanos da internet,  mas na verdade só "buscam curtidas e AMÉNS"  - améns esses que não levam a criatura sofredora da foto, da imagem publicada, a lugar nenhum! Essas pessoas deveriam partir para a boa ação de fato - ficar publicando fotos de criança doente, animal torturado e até morto ou idoso maltratado, não fará com que esses seres se recuperem, nem darão a eles mais conforto físico - no máximo, mostrará aos desavisados da internet o quão são bons quando não têm que gastar UM TOSTÃO nem dispor de tempo real  para se dedicar, verdadeiramente, a essas causas!

Um conselho de graça: usem da empatia que deve existir em cada um, ou pelo menos deveria, se coloquem no lugar da pessoa da imagem - PENSEM - "eu gostaria de estar sendo mostrada(o) para o mundo inteiro com essa doença que me deixa horrível, com essa deformação que me faz sentir a pior das pessoas só por um "amém" ou por um sentimento de pena"?  Se a resposta for SIM, siga compartilhando - se a resposta for NÃO vá ao encontro dessa pessoa ou de algum familiar dela e faça algo de verdade - doe seu tempo e se puder, algum dinheiro (certeza que se sentirá muito melhor que quando ganha mil likes por compartilhar bizarrices)! 

13 de junho de 2016

COISAS DE MULHER - parte I: Viver com Endometriose, Endometrioma e Adenomiose

Durante muito anos de minha vida vivi assim:  fui portadora de todas essas enfermidades e sequer sabia. Somente comecei a sentir dores consideradas "anormais" quando decidi ser mãe; foi quando deixei a pílula anticoncepcional de vez.  

Acredito que ela agia mais ou menos como "analgésico", uma vez sem, as dores aumentaram significativamente.

A vida não era muito fácil, no entanto não era extremamente difícil que não pudesse ser vivida. O que sentia de estranho mesmo era o fato de ter a barriga "podre" e não poder ter uma vida sexual plena (certas posições doía deveras - isso a medicina chama de Dispareunia).  

Quanto à "barriga podre" não  interpretem ao pé da letra.  Era um baixo ventre sempre dolorido, parecendo estar inchado; quando acordava, em especial quando dormia de barriga para baixo (que adoro), parecia que um trator havia passado sobre mim. Amanhecia cansada, dolorida, sem ânimo e sem paciência!

Devem estar pensando que sou o tipo de pessoa que nunca fez visitas médicas de rotina; SÓ QUE NÃO, muito pelo contrário, vivia nos consultórios médicos quando a situação piorava um pouco - nunca passei mais de 8 meses sem ir a um ginecologista realizar exames.  

Infelizmente a maioria desses profissionais nunca pediram algo mais aprofundado; os exames eram sempre os mesmos, superficiais e por mais que vissem algo a importância dada era ínfima: mesmo quando apareceu a adenomiose  (há 3 anos), época em que estava "praticando"(rsrsr) para ser mãe, a médica responsável pelo exame disse que era normal, que não atrapalharia meus planos de maternidade, sabendo ela que já teria pouca possibilidade de engravidar, uma vez já estar com mais de 40 anos, e com o útero comprometido com a referida doença ( um "pedaço de endométrio" crescendo dentro do útero, seguramente, impossibilitaria o crescimento normal de um bebê)! 

Engraçada a atitude de alguns profissionais. Sabem que você corre contra o tempo para realizar um sonho; sabem de suas condições de saúde e mesmo assim dizem que está tudo bem;  que não atrapalha. 

Imagine que eu tivesse ficado grávida com a idade que tinha na época, portando adenomiose?  Certeza que perderia o filho por causa dela (que já era diagnosticada - mas tinha muito mais dentro de mim que não era), além da idade não ajudar.  

Que custaria a essa profissional pedir exames mais modernos? Hoje sei que eles existem!  Felizmente tive que me mudar de cidade por causa do trabalho de meu marido (de Fortaleza para Recife).  

Aqui em Pernambuco encontrei um pólo muito bem equipado de profissionais médicos e hospitais (talvez os melhores do Brasil estão aqui).  Amo o Ceará e mais ainda Fortaleza, escolhi viver ali por amor àquela terra, mas a medicina e os hospitais de lá são um caos! Já Recife eu tive que vir, o interessante é que passei a amá-lo da mesma forma.  O nordeste todo é lindo - eu amo essas região e seus nativos!

Foi aqui que descobri que tinha muito mais que uma simples Adenomiose.  Com exames realizados em bons hospitais e profissionais habilitados descobri que tinha Endometriose profunda. Estava ela infiltrada nos intestinos, por isso me causava grande desconforto para ir ao banheiro. Com o aspecto que tinha fazia crer que "vivia" dentro de mim há mais de 20 anos.

No entanto, foi somente com o acesso aos meus órgãos, durante a cirurgia, que a médica pôde verificar a extensão exata do dano. Ainda bem que eu mesma já havia decidido que a cirurgia deveria ser e seria Histerectomia Total (retirada dos dois ovários, do útero, das trompas e cólo do útero). Já que não experimentaria mais a maternidade, estava conformada, que me retirasse tudo de uma vez por todas. 


por  OnHealth
Assim foi feito: hoje estou com apenas 22 dias pós cirurgia - ainda em recuperação, algumas poucas dores e um certo inchaço na barriga que está sendo corrigido com uma boa cinta, todavia já extremamente satisfeita com o corte discreto que ficou; infelizmente o único a me chatear nos últimos dias é uma gripe (com muita tosse, espirros e indisposição), se não fosse esses sintomas estaria quase perfeita (tossir e espirrar pós-cirurgia não é de "deus", acreditem...rsrsrs).

Em breve um novo capítulo sobre essa doença chata que afeta grande parcela da população feminina - apesar de muitas nem saber de sua existência!

Para saber mais sobre a mulher na menopausa (após cirurgia entrei, diretamente, na menopausa), os cuidados com a saúde e exercícios apropriados - clique aqui! 

Por Elane F. de Souza  (um pouco de minha experiência com Endometriose Profunda, Endometrioma e Adenomiose)

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