25 de outubro de 2015

"Nota zero" para estudantes que fizeram o ENEM em Fortaleza! Cidadania e respeito ao meio ambiente deveriam fazer parte do conteúdo do exame


Fortaleza é uma cidade linda! Uma das que mais atraem turistas brasileiros e estrangeiros, no entanto muitos dos que vem para ca (em especial os estrangeiros que buscam apenas turismo, não mulheres) não voltam mais.
É muita sujeira por metro quadrado! Os povos Europeus, por exemplo, não estão acostumados a ver tanto lixo jogado pelas ruas. Na maioria dos países da Europa há regras até de horário para retirada o lixo de dentro de casa; os cães ao sair com seus donos, estes devem estar munidos de saquinhos para coleta das fezes. Há lixeiras limpas e inteiras por toda a cidade e as pessoas tem consciência e quando não, sentem pelo menos vergonha de atirar seu lixo pelo chão!
Nota zero para estudantes que fizeram o ENEM em Fortaleza Cidadania e respeito ao meio ambiente deveriam fazer parte do contedo do exame
Já aqui, nesse país de "salve-se quem puder" (em todos os sentidos), o lixo é espalhado pelas ruas como se fosse a coisa mais normal do mundo. Em algumas cidades mais "normal que nas outras", esse é o caso de Fortaleza.
Felizmente alguns municípios vem criando leis que, futuramente, deverão punir os "porcos"; quem sabe assim melhora, pois aqui educação ao meio ambiente e civilidade não se aprende na escola nem é conteúdo de ENEM; só na "porrada" mesmo - digo, só com punição e multa resolverá!
Não sou de Fortaleza, mas a amo como se fosse. Não nasci aqui, eu a escolhi como meu lar por sua beleza e por uma chamada que ela mesma fez. Foi amor a primeira vista apesar da sujeira toda! É por isso que acredito estar apta a criticar a cidade e os moradores!

SALVEM FORTALEZA!

Ela merece muito mais! Merece ser amada, cuidada e respeitada pois é de uma natureza singular, uma beleza de encher os olhos! Basta cuidá-la melhor! Respeitar o solo que pisam e o turismo que a faz grande e sobrevivente. Querem mais? Deixem a cidade limpa e terão mais: mais elogios e retorno financeiro - com o turismo todo mundo ganha. Ganha o padeiro, o sapateiro, o artesão, o vendedor de picolé, os hotéis, os restaurantes, as lojas, os shopinggs e até os pedintes.
Você que fez a prova do ENEM nesse final de semana e estava na UECE, por exemplo, em especial no sábado, deve ter notado o tanto de lixo que foi deixado pelos estudantes - pessoas que num futuro bem próximo serão universitários e ainda hoje não aprenderam o que é civilidade. Será que algum dia aprenderão? Será que a imposição de multa farão dessas pessoas gente mais civilizada? Será que um dia os futuros bacharéis tratarão o meio ambiente dessa cidade com mais apreço que os que estão depositando lixo nos canteiros centrais da Barra do Ceará?
Nota zero para estudantes que fizeram o ENEM em Fortaleza Cidadania e respeito ao meio ambiente deveriam fazer parte do contedo do exame
Espero que isso um dia mude e eu possa admirar ainda mais a beleza do lugar em que um dia escolhi viver!
Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao copiar, replicar ou citar mencione a fonte)
Foto/Créditos: Elane Souza e diáriodonordeste. Verdesmares
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“Chuta que é macumba”!

A maioria dos brasileiros já ouviu a frase título desse texto: 

“chuta que é macumba”!



Lamentavelmente, grande parcela dos que proferem não se dão conta do quão preconceituosos e intolerantes estão sendo com as religiões de matizes africanas. 

Os praticantes do Candomblé e da Umbanda geralmente realizam o congá (nome real da “macumba" - motivo maior de zombaria entre os NÃO PRATICANTES). Esses indivíduos tratam do assunto de forma jocosa - certas ocasiões embaraçam cultos e em outras partem para agressão e destruição dos locais, e dos objetos considerados sagrados pelos seguidores. 


Poucos dias antes da REedição deste artigo (setembro 2017) lemos uma reportagem sobre intolerância religiosa: algumas mobilizações contra o preconceito religioso (no Rio e SP), foram realizadas.


Outra notícia recente de intolerância foi o vandalismo no Busto do túmulo onde está sepultado Chico Xavier.  A agressão foi tamanha que chegou a trincar o vidro, que é blindado, e protege a imagem do Médium (causou revolta e tristeza no filho de Chico e em seus admiradores)!


Mas, retornemos ao Candomblé e a Umbanda - falemos um pouco acerca de um de seus mais famosos rituais (ou cerimônia):

Despacho na encruzilhada


Nem sempre oferenda é indício de magia negra (Fonte: vide mundo estranho. Abril )
Os despachos nos cruzamentos ganharam fama de "macumba" porque são uma das expressões mais visíveis dessas religiões fora dos templos. Mas, na verdade, eles são oferendas para o orixá Exu, geralmente pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses lugares representam a passagem entre dois mundos. Existem, sim, despachos feitos para fazer mal aos outros (mais no candomblé, onde não existe distinção entre o bem e o mal, diferentemente da umbanda), mas nenhuma das religiões incentiva essa prática.
Quem tiver mais interesse sobre o assunto click no link mundoestranho. Abril. Com
Retornando ao tema em questão citaremos também um trecho da lei que fala sobre os crimes de preconceito e intolerância (Lei 9459/97 que alterou o artigo 1º e 20 da Lei 7716/89), leia abaixo:
Art. 1º Os arts.  e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."
"Art. 20: Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
Manifestações preconceituosas são comuns no mundo todo; quando se trata de religião é “normal” ver e ouvir umas discriminando as outras. 

Seja porque o deus de uma é distinto do da outra ou porque uma adora imagens e outra não e até por, simplesmente, se vestirem de forma incomum as demais.
Isso se torna motivo de chacota/ zombaria dentro e fora das “reuniões de fé”, não raro param por aí, há momentos que chegam a cometer ataques gratuitos de violência, como foi o caso da menina, praticante do candomblé, atacada à pedradas e também da morte de uma ialorixá nonagenária em Camaçari, município industrial localizado a 40 quilômetros de Salvador.
“Conhecida como Mãe Dede de Iansã, Mildreles Dias Ferreira faleceu na madrugada do dia 1º de junho deste ano, após sofrer um infarto fulminante que teria como principal causa a perseguição sofrida durante todo o ano de 2014 até sua morte. Foi desde que uma igreja evangélica se instalou em frente ao terreiro Oyá Denã que as ofensas não mais pararam, diz Mary Antônia Monteiro, filha adotiva da religiosa, ao Delegado responsável. Ela dizia que em 45 anos de instalação do terreiro nunca imaginou seria tão perseguida e humilhada como nos últimos tempos – com isso fragilizou-se, adoeceu e acabou falecendo”. (fonte: oglobo. Globo. Com)
Sempre ouvimos a frase que diz: “o meu direito começa quando termina o seu”; infelizmente essa não é uma verdade absoluta pois, direitos são direitos mas não são obrigações. Quando o ser humano respeitar o próximo, as leis, as diferenças, os gostos de cada um o mundo se transformará num lugar melhor de se viver.
Não creio que a minha verdade deva ser absoluta e superior a dos demais e tenha que ser imposta. Cada pessoa é livre para acreditar no que quiser, ou não acreditar em nada!
A liberdade ainda existe por aqui, ou estamos enganados? Isso também vale para liberdade de expressão. Todos nós a possuímos, de maneira que podemos expressar nossos gostos e forma de vida; além de podermos expressar ao mundo acerca daquilo que acreditamos – respeitando o espaço alheio e o direito de vizinhança; afinal, ninguém é obrigado a ouvir cantorias e manifestações religiosas que não queira só por ter a infelicidade de viver “lado-a-lado” de um templo!

O mesmo vale para a localização de uma discoteca. Se não pode possuir vedação acústica no ambiente, procure um local afastado, longe da “civilização”; e por fim, mas não menos importante:  se você for um cidadão que adora ouvir música ou culto religioso em “alto e bom tom” nos finais de semana, lembre-se que nem todos “curtem” a tua “vibe”, o que é bom e bonito para você pode ser uma desgraça ao ouvido alheio.
Um pouco de empatia e civilidade não faz mal a ninguém!
Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao citar, replicar ou reproduzir, cite a fonte)
Video You Tube por: Vera Linda


21 de outubro de 2015

"Doutor estagiário"!




Com ele recebi muitos comentários concordando, outros questionando, alguns “explicando” e até criticando o motivo pelo qual acreditavam que sim ou que não “mereciam ou deveriam” ser tratados por Doutor, mesmo sem possuir Doutoramento!

Hoje o assunto é outro, todavia bastante semelhante.

Quem nunca, durante a faculdade, já estagiário (a) foi, “erroneamente”, tratado de Doutor até mesmo por Magistrados?
Doutor estagirio
Pesquisando em dicionário (charg autoria não identificada)

Eu sim, por várias vezes e confesso que gostava muito, meu ego ia lá para cima mesmo sabendo que de Doutora não tinha nada. Hoje, teria outra mentalidade a respeito e não aceitaria!

O pior não é isso: alguns educadores tem a capacidade de, equivocadamente, orientar os estudantes que acabaram de ingressar no curso de Direito a tratar uns aos outros de doutores para “irem acostumando”

Falo isso com propriedade porque tive “mestres” assim; FELIZMENTE, foi a minoria – tive sorte de a maioria ensinar o correto (esse tipo de comportamento leva o estudante de Direito a se achar mais importante que os demais - grande parcela naturalmente já se considera - com um "empurranzinho" desses...)!

De antemão, que me desculpem os colegas que pensam o contrário, mas o fato é que se você não possui o título que moral tem “exigir” que o tratem como se tivessem? 

Ignorar o tratamento é uma coisa; outra, bem diferente, é exigir e publicar (Doutor Fulano de Tal na porta do escritório).

Dificilmente você vai encontrar um escritório, ou uma empresa especializada em Engenharia, Arquitetura, Contabilidade com os dizeres “Dr. Fulano de Tal”. Esses profissionais, mesmo quando possuem o “almejado” título, não fazem questão do tratamento nem o publicam como se fossem “a última bolacha do pacote”! 

E porque então os profissionais do Direito, Medicina, Odontologia, Veterinária, Farmácia e até Nutrição fazem questão de serem tratados assim?

A mim me parece que os profissionais citados no parágrafo anterior já nascem com o “ego superior” aos demais!  Decidiu, por alguma das áreas citadas, porque, certamente, já tinha a vontade de ser “Doutor” mesmo que ainda esteja estagiando!

Já viram algum engenheiro dando “carteirada”? Eu não! Já os profissionais do Direito fazendo isso não é difícil encontrar! 

Magistrados, Procuradores da República, Defensores e INCLUSIVE Advogados são contumazes. Ahh, e ainda existe carteirada “por substituição”, ou seja, àquela que é feita por um filho, esposa (o), sobrinho e até por um primo que se utilizando do nome do nome e “título” do parente, “enfia o dedo na cara do policial” e se identifica! 

Mas,....Isso é Brasil; mais normal que isso, impossível!
Doutor estagirio
Estagiário Doutor

Em nosso artigo. citado e publicado anteriormente, falamos sobre uma antiga Lei de Dom Pedro I que autorizada a titulação a quaisquer que fosse formado em Direito - no entanto, todos sabemos que hoje não vale mais nada (na época foi uma exigência de “D. Maria, a Louca”) chamar todo Advogado de Doutor! 

Baseando-se nela surgiram as mais “belas explicações” (para não dizer vazias e sem lógica), sobre o uso da máxima, “Advogado, Doutor por excelência”!   Um termo sem validade atual, apenas retrógado e elitista como foi sua própria criadora (D. Maria I, a Louca).

Leia:
A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil (vide Biblioteca Nacional).
Hoje, nem Advogado que passou no exame da Ordem deve ser chamado de Doutor; por que um estagiário deveria?

Parecer o que não é só traz frustração, uma vez que sabedoria que é bom não vem junto com a palavra; além do mais, não nos fará melhor que os outros, nem mais inteligente, sábio, especial ou respeitável que os bacharéis das outras áreas.

- Quem sabe o valor que tem, o quão bom é, não se importa com título!

Agora, se o tratamento é tão importante para a vida (para o ego), faça por merecer – obtenha o grau acadêmico de Doutoramento e se utilize dele sem medo de parecer ridículo!

Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao copiar, replicar ou reproduzir cite a fonte)

Foto/Créditos: Militar. Com. Br e forum. Outerspace. Com. Br







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