15 de janeiro de 2020

A pessoa que mais conhece de religião no BRASIL é ateu

Sou um tipo de pessoa que acompanha vários canais de Filosofia, Psicologia, Psiquiatria e Neurociência, curiosamente curto mais as áreas citadas que a minha própria (que é o Direito).

Os de Filosofia, que mais amo, são o Café Filosófico-CPFL, o canal do Leandro Karnal, o do Pondé e do M.S.Cortella. 

De Neurociência é o do Pedro Calabrez (canal NeuroVox). Já de Psicologia e Psiquiatria é o da Dra. Ana Beatriz Barbosa e mais uns tantos especialistas em Espanhol de Espanha, Argentina e México, que não interessa citar nomes; afinal, o destaque aqui vai para o Professor/Historiador brasileiro, autor de algumas obras, Leandro Karnal, que, apesar de não ter formação em Filosofia é um apaixonado pela área e pela ética, por isso nutre admiração e tem conhecimento avançado da maioria das correntes filosóficas; todavia sua maior área de estudo e pesquisa, atualmente, tem sido as religiões. 
Intelectuais do ano
Em um programa de 2019, chamado Face a Face, com Adriane Galisteu, ele afirmou que sente falta de ser aluno, aprender ainda mais sobre religiões e líguas antigas - como o hebraico, por exemplo.

Em sua infância e grande parte da adolescência (segundo ele) foi um católico fervoroso (por influência familiar e para tocar órgão, mais tarde, inclusive, obteve formação em piano); frequentava a igreja não só pela "obrigação familiar", mas sim porque era feliz no ambiente! 

Da infância ao secundário foi estudante em uma instituição católica (conduzida por freiras e padres), localizada no interior do Rio Grande do Sul, mais exatamente em São Leopoldo, onde nasceu.

O tempo passou, Leandro cresceu, saiu do Brasil, aprendeu algumas línguas, fez Mestrado e Doutorado e atualmente é um dos mais respeitados e requisitados palestrantes do Brasil, no entanto não exatamente no campo da História, quando muito trata do assunto história, mas das religiões.

Acredito, e pelo que já li e ouvi dele próprio em palestras e cursos, Leandro Karnal sabe mais de religião que a maioria dos líderes  religiosos do Brasil e do mundo; não vou nem falar dos fiéis que não vale a pena! Infelizmente, estes apenas seguem seus pastores, padres, bispos, pai de santo e até 'profetas' que os guiam pelo caminho do desconhecido, e por isso, são chamados, muitas vezes, de ovelhas de um rebanho!

Quando abrem a bíblia mal entendem o que alí está escrito, quanto mais interpretar os "desígnios do Senhor"; para isso existem os  grandes e pequenos líderes religiosos (estes interpretam como querem e os fiéis acreditam, sem discutir, sem questionar).


 - Será que a fé tem mesmo que ser cega?

- Não questionar, não aprofundar no assunto nos faz apenas "ovelhas de um rebanho", ou parte de uma manada - pensem nisso!?

"Vontade de Deus; Deus sabe o que faz; os desígnios de Deus são superiores ao nosso entendimento", são frases sem sentido, sem lógica, sem nexo e faz com que o 'crente' (pessoa com crença) deixe de questionar e apenas aceite, porque entende que tudo está além da sua compreesão (da compreensão humana).

Mas daí pergunto: Um livro, apenas um livro, qual a dificuldade de se compreender quando se realmente lê nas entrelinhas? 

Atrevo-me a responder: falta mais leitura e mais interpretação de texto; aceitar o que é mais simples e menos doloroso é excesso de fé, e sendo assim, ela é cega!

Acredito que foi o que fez Leandro Karnal quando deixou de crer!  Quando se aprofundou mais na leitura da bíblia e em mais centenas de outros livros religiosos (de outras crenças), quando conheceu a história e os livros sagrados para outras religiões (e seus deuses) foi que se afastou da igreja católica e da fé cristã.

Entendeu que não há um deus único e uma única crença - sua vontade de saber e entender mais sobre o desconhecido foi tanta que se especializou na história das religiões e deixou de crer (alguns dizem que Leandro é Agnóstico, mas já ouvi ele mesmo afirmar-se ateu).

Certa feita até achei graça. Uma senhora, em uma palestra com Leandro, pediu a vez para falar e disse: "o Senhor é a pessoa que mais entende de religião que já vi e ouvi, no entanto não segue, nem crê em nenhum Deus, apesar disso procede como um verdadeiro cristão"!


Seria isso contraditório?

Eu 'creio' e por isso digo que não, afinal me sinto igual, apesar de não saber 1/3 do que o Professor Leandro sabe, sobre as centenas, quiçá milhares de religiões e deuses que há no mundo, sei mais do que sabia quando frequentava uma igreja.

Foi a partir do momento que passei a estudar mais, compreender mais a bíblia e suas contradições é que deixei de vez a fé cristã.

Todavia, igual ao Leandro, sou uma paixonada pela arquitetura das históricas igrejas catóticas no mundo, como o Duomo de Milano (IT), o de Firenze (IT), o próprio Vaticano e a Capela Cistina; as belas igrejas menores como a de Módena, a gigantesca Catedral de Sevilla (ES), a Basílica de San Marco, localizada na Piazza San Marco em Venecia (IT), a belíssima catedral de Santiago de Compostela (ES) e tantas outras que já não me recordo o nome. 

Ahhh, e não posso esquecer da inigualável e rebuscada Sagrada Família, em Barcelona, uma das mais emblemáticas e famosas obras de Gaudí (que não é acabada, tampouco medieval).

Não crer não nos impede de admirar, de ver beleza que há, principalmente, nos templos centenários ou medievais!

A oportunidade de viver na Europa, por alguns anos, foi uma das melhores experiências que tive. Não fosse assim, não teria conhecido todas as igrejas citadas, tampouco me encantado com o patrimônio histórico do velho  mundo. Retornando ao Brasil, não resisti e já voltei 5 (cinco) vezes, dos 9 (nove) anos que aqui estou.  

Ademais das igrejas sou uma apaixonada pelos Mosteiros (Monastérios),  pelos Palácios, Castelos, vilas e cidades Medievais como Cuenca (ES). Dá impressão que fez parte de mim, "em outra vida", de tanta paixão que tenho (e nem acredito nisso de outra vida).

Também pareço contraditória?  

Pode ser, mas a verdade o único que me encanta nisso tudo são os prédios, as obras dentro e fora das igrejas; o culto, a missa que alí celebram (ou celebravam), para mim não tem nenhum encanto, não me comove, tampouco creio.

E assim é o admirável Professor Leandro Karnal; sabe demasiado de religião, mais que qualquer um de nós, mas não crê em nenhum deus, entretanto não deixou de ser uma pessoa ética e boa na medida do possível! 

Portanto, se você crê que para ser bom e ético precisa de uma religião (de um Deus), você não é bom, nem ético - você é seguidor de norma, e norma, nem sempre é boa; veja o que se passou com o Estado totalitário implantado por Hitler na Alemanha Nazista - havia uma lei implantada que obrigava prender quem escondia Judeus, gays, deficientes e negros, e estes citados eram presos e possivelmente mortos nos campos de concentração porque a lei assim definia. Então se a sua religião manda discriminar, distanciar-se dos diferentes e até matar quem não for da mesma crença, você o fará?

Prestem bem atenção no doutrinamento que inculcam em vossos cérebros ou se tornarão ovelhas piores que lobos!

Para saber mais sobre o mal banal, da era Hitler leia este artigo aqui.


Por Elane F. de Souza (Advogada não atuante), autora deste e dos blogs:

Um canal do Youtube só de DIREITO:
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9 de janeiro de 2020

" 7 semanas sem PORNOGRAFIA "

Parece depoimento de pessoa que frequenta alcóolicos anônimos, ou viciada em outra droga qualquer: e é mais ou menos por aí - não é muito diferente não!

Esse título eu encontrei em uma rede social que, no meu ponto de vista, é uma das melhores do momento, pois não é tipo as tradicionais que tem como finalidade maior a ostentação - ela praticamente vive do anonimato das pessoas que postam por lá. 

Fazemos um perfil, inventamos um codinome, colocamos uma figura, ou nenhuma (um avatar de perfil), e após um tempo podemos criar comunidades, comentar e curtir nas nossas, e nas que estamos acompanhando (seguindo).

Dependendo da temática, algumas comunidades do REDDIT (este é o seu nome), alcança um elevado número de seguidores, a partir daí, você poderá compartilhar tudo que estiver de acordo com as regras e o tema da comunidade.

Exemplo: na comunidade r/Brasil, que sigo, você pode publicar "quase tudo", pois existem as tags: vídeo, política, artigo científico, opinião, discussão, imagens de dia, notícia do dia, charges, etc. (EXCETO pornografia de qualquer tipo).

Entretanto, existem algumas, especialmente norte americanas, que é onde o REDDIT faz mais sucesso, que a temática é pura e simples sobre o assunto porn (neste caso, política e noticiário não entram, pois não interessa ao público alvo).


Mas, sobre o tema em questão, o que tem a dizer?

O tema deste texto é vício em pornografia, mas não foi encontrado em uma comunidade porn; pelo contrário, foi retirada de uma que é sobre r/desabafos. 
Dentro dela você encontra uma imensidão de desabafos sobre depressão, ansiedade, vida na faculdade, vida no ensino médio, pessoas falando que pensa em suicídio, pessoas com uma série de vícios, problemas familiares que pedem opinião ou só desabafam - lá não se aceita outro assunto que não seja o seu desabafo (sobre o que lhe "corrói" por dentro, sobre o vazio e angústia existencial).
Depoimento no sub REDDIT
Só estou publicando o tema porque está aberto em uma rede social e com o autor anônimo - e claro, pela repercussão que o assunto provocou nos outros integrantes, especialmente na classe masculina.

O vício em pornografia entre os jovens e pessoas de meia idade é mais comum do que imaginamos.

Existem pessoas (desculpe homens, mas vocês são maioria) que de tanto usarem a pornografia acabam viciando - masturbando sempre ao assistir perdem o interesse, a libido pela mulher que tem, pela namorada, ou por encontrar uma pessoa para sair, conviver - o pensamento fica sempre ligado no próximo vídeo e na próxima 'punheta'!

A ilusão em tudo que vêem (a beleza 'fabricada' da maioria das mulheres, atrizes pornôs que lá estão, e do que elas podem fazer, em se tratando de sexo), acaba extinguindo o interesse nas mulheres comuns, passando a gostar mais da própria masturbação, uma vez que, enquanto se tocam é nas Porn actress que pensam, é elas que vêem e os  inspiram.

Infelizmente, quando vai se relacionar sexualmente com a namorada, a noiva ou esposa, usam comprimidos (estimulantes sexuais para ter ereção) ou deixam a desejar na cama - uns até aprendem algo com a pornografia e acabam deixando a mulher bem satisfeitinha, mas eles mesmos não conseguem orgasmo (porque deixa de se estimular com a própria amada, o estímulo vem da visão porn e do próprio toque - o toque dos(as) demais companheiras (os) não tem a mesma graça).

Veja só alguns depoimentos coletados no post, tema deste texto:



level 1
Toxic_Ramone                                                
47 points·16 hours ago
...Fui viciado em pornografia por muitos anos e isso fode com seu psicologico, já que tb fiquei viciado em masturbação. Com o decorrer do tempo tive dificuldade para ejacular nas relações sexuais até o problema evoluir para uma disfunção erétil terrível, que quase acabou com meu casamento. Iniciei um tratamento psicológico que me ajudou bastante e estou pornfree a mais de um ano, sem falar que minha saúde física, mental e sexual foi restaurada.



level 2

15 points·15 hours ago
Fico feliz que você tenha conseguido se recuperar. Vejo que hoje em dia quase todo mundo recorre ao pornô pra se masturbar, coisa que não é nada saudável. 

Tenho medo do que vai ser do futuro dessa molecada criada no xvideos.Para mim ficou cada vez mais difícil gozar. A minha esposa até tinha o orgasmo, mas eu não. No começo não dei muita importância, mas minha ereção foi ficando mais frágil até virar uma disfunção erétil. Por mais que a parceira tentasse me estimular, simplesmente não subia... ; Contudo na masturbação não havia esse problema, e somente por meio do consumo de pornografia eu tinha ereções. Fui a um urologista, contei toda a história e ele me indicou terapia, onde alcançei a cura desse problema. Cara, a questão é q nossa mente é muito poderosa; esse consumo exagerado de pornografia terminou por me condicionar a obter estímulo sexual somente por meio dela, mas graças às mudanças de hábito superei esse problema.

19 points·11 hours ago
Sou garota e gostaria de dar um adendo à todos os rapazes, q não é só pessoal, provavelmente falo por todas mulheres heterossexuais que sim, isso é um livramento, suas relações ficam melhores, mentalmente e fisicamente. Já tive namoros e casos em que a pessoa era viciada e aquilo era péssimo para o relacionamento, nós mulheres percebemos isso, tanto na postura da pessoa como no abalo sexual do casal, uma pessoa viciada em pornô não consegue ter uma relação saudável com outra e nem consigo msm consequentemente. Que vcs encontrem a força de vontade pra deixar esse vício e assim vão desencadear muitas coisas boas, experiencias, que vcs não sabiam que podiam ter.

4 points·12 hours ago
Acho louvável. Nunca fui viciado mas consumia com uma frequência boa. Cortei junto com a punheta e fiquei um bom tempo sem, mas voltei na punhetinha apenas e não tô sentindo falta do pornô.


level 1
3 points·8 hours ago
Pornografia causa um impacto cabuloso na vida da pessoa, surge uns pensamentos tipo "Mano, pra que vou sair com essa guria se posso bater uma em casa e salvar dinheiro?" E tu perde bons momentos, oportunidade, sem falar que pode dar uma treco no teu pau, eu tive um machucado na uretra que eu comecei a urinar sangue, eu parei e nunca mais tive problema. O esquema é arrumar uma namorada massa e deixar essa porra pra lá, aquele ator Terry Crews fala muito sobre isso porque ele era viciadaço também.

1 point·1 hour ago
eu estou parando com este hábito, já faz quase um mês que não consumo e sempre que surge aquela vontade, começo a me questionar se vale a pena perder meu tempo para ver isso e logo após vir a famosa "depresso pós-punheta"

level 1
1 point·1 hour ago

Continue assim mano, estou tentando há um mês ficar sem pornografia por uma semana ainda sem sucesso, contando com hoje estou no 4 dia sem pornografia.


Enfim, creio que não há muito mais a relatar, a não ser dar um conselho (que é de graça): evite estar o tempo todo diante de sites pornôs - e não estamos falando em pecado; tudo é uma questão de evitar, para não viciar.



Quem tem muito tempo livre está mais propenso ao vício - então, você que é jovem, ainda estudante, vá estudar, conhecer gente, sair de vez em quando - deixe o pornô para um eventual encontro de motel (aí até estimula), ou em casa, junto com o parceiro(a), neste caso é muito bom; em separado e constante, você acaba gostando mais da sua própria mão que do toque da parceira.

Fica a dica - o único bom em masturbar-se é que não compartilhamos fluídos, tampouco haverá gravidez indesejada! 👀😁😁👅😁