21 de agosto de 2019

"Foco no resultado"!

Valores:

"É pelo resultado que se avalia a conduta"; resultado positivo, conduta boa!

A frase acima é coerente com o título do texto; qual seja: "Foco no resultado" - esse conjunto de palavras são as mais pronunciadas por encarregados de vendas e telemarketing, empreendedores, publicitários e inclusive os próprios vendedores!


Foco no resultado - blog Cotidiano Diverso (Elane Souza e pixabay grátis)

Quem sofre uma injustiça 'rapidamente se recupera', ou pelo menos tende a se recuperar mais rápido do que quem pratica!  Este, o praticante da INjustiça, pelo contrário, terá a vida toda para "remoer" sua conduta - sentir-se culpado ou não conseguir se olhar no espelho, no final de um dia de trabalho em que foi preciso mentir, enganar para conseguir vender um produto ruim ou inadequado para certos indivíduos!

Grande parte dos palestrantes que falam sobre empreendedorismo, encarregados de venda e publicitários tendem a mostrar ao trabalhador, responsável pela venda de um determinado produto, que não importam os meios - no final, se o resultado for bom, a conduta foi boa (a chefia não quer nem saber como conseguiram vender; às vezes, é até melhor não saber)! 

Vide telemarketing ativo e passivo - os vendedores tem metas: assim, a obrigação é ligar para as pessoas quantas vezes for preciso - ou induzir os que ligam querendo outra coisa ou apenas informação, a fazer novas aquisições. 

Nesses casos, fica até difícil (do "possível ou já cliente"), conseguir 'sair fora' deles sem tratá-los com grosseria - afinal, só contam  as vantagens do produto que estão a vender - esquecem das desvantagens; aliás, são quase sempre orientados para dizer que elas NÃO EXISTEM!

Quem pratica uma injustiça e obtém uma vantagem, prova aos demais que é desalinhado com o 'cosmo'; se não for punido ficará feliz - se for será infeliz, não porque se arrependeu ou ficou com pena do injustiçado, mas porque sofrerá com a punição!

Para Aristóteles em Ética à Nicômano, o valor bem e mal importam em duas substâncias:  Na vida do homem na "Pólis",  (hoje é cidade, Estado ou país), e na sua intimidade! 

A maioria de nós, INFELIZMENTE, só pratica o bem (apenas) quando tem alguém olhando (para a Pólis, para o mundo ver e ficar bem "na fita"); quando as cortinas fecham, quando estamos à sós ou sabemos que ninguém está vigiando, somos capazes de barbaridades, ou alguma irregularidade com a finalidade de obter vantagem indevida!

Lamentável ser assim!  

Deveríamos ser diferentes e ensinar nossos filhos e alunos a se comportarem bem, pelo BEM (como no Japão, por exemplo); aqui, desde as escolas (algumas delas) já colocam câmaras dentro das salas de aula, que possibilitam o envio direto para aplicativo de vigilância, onde os pais podem acompanhar os filhos em tempo real - ver seu filho na sala, quando quiser!  Assim, os Professores já avisam: "comportem-se, os papais de vocês estão observando"

- Parece àquela coisa dos elevadores, corredores de estacionamentos, supermercados, shoppings, etc, que AVISAM: "SORRIA, você está sendo filmado"!  Nessa hora você se comporta como alguém moral e ético!  Não fosse isso...

Igualmente são os radares - aqui avisamos que a 200 ou 300 metros teremos um radar - "cuidado com a multa"!  Não fosse o aviso (e a dor da multa que provoca no bolso), a velocidade seguiria igual, pouco importa se tem uma escola ou hospital, alguns metros adiante?

Com a moda das redes sociais e aplicativos, já existem muitos que 'AJUDAM' o desobediente, alcoolizado, procurado, menor de idade, gente que perdeu a carteira por infração ou que não tem carteira a fugir de uma vistoria policial (Blitz) - um ato criminoso (265 do Código Penal); se você não tem nada a esconder, por que fugir de uma "batida", de uma Blitz?


“Art. 265 do CP- Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. ”
Como puderam perceber, FOCO NO RESULTADO, dá margem a muitas interpretações do cotidiano - o não importar com o meio para alcançar um resultado, um fim é quase sempre sinistro! A ética e a moral de quem ainda tem, fica abalada - olhar-se no espelho será difícil, quase como um Dorian Gray, do filme "Retrato de Dorian Gray", criado a partir do clássico e perturbador livro de Oscar Wilde!

Fonte: grande parte do texto inspirado nas Palestras do Filósofo Clóvis de Barros Filho

Por Elane F. de Souza - Advogada, Autora dos Blogs: 
Divulgando direitos; 
Diário de Conteúdo Jurídico e,
do blog DCJ JusBrasil, 
além da Fã page Diário de Conteúdo Jurídico no facebook.

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11 de agosto de 2019

Um estrangeiro em mim!

Sou Lisa, diminutivo de Elisa, tenho 24 anos; acreditava que tinha muito para viver! Chamam-me assim porque meus pais o fazem desde pequena, mas é uma forma carinhosa (não pejorativa)! 

Todos os que conheço e amo me chamam dessa forma (e eu gosto), também o fazem àqueles que passam algum tempo fazendo parte do meu círculo imenso de amizades e até meus seguidores.

Sou uma comediante, muita gente me adora; mas também sou muito odiada porque falo o que penso e ademais tenho uma certa intolerância com pessoas de algumas nacionalidades (mais de umas, que de outras); também pela sexualidade, cor e crença distinta da minha!  

Menina feliz - imagem ilustrativa, não condiz com o conto. Por Pixabay grátis

Todavia, mesmo assim sigo sendo querida, seguida e adorada por muita gente, afinal sou bonita e engraçada; na verdade perfeita para os padrões atuais!

Recentemente, por um desmaio súbito, descobri uma enfermidade cardíaca que pode me matar a qualquer momento se seguir sendo a pessoa proativa que sou - aliás, segundo os médicos (pedi segundas e terceiras opiniões) qualquer esforço maior poderei, literalmente, "bater as botas". Logo, terei que reduzir tudo que faço a menos de um terço - inclusive minhas aparições em festas, meus monólogos de comédia e, sem dúvida a academia que me ajudou a ser a celebridade que hoje sou (perfeita fisicamente), terei que parar.

Os dias passam e começo a ter depressão por estar quase sedentária e permanentemente em casa!

Já não sou a mesma de antes; milhares ainda me seguem, mas estão sempre a perguntar o que se passa comigo?  

Por que desapareci?  

Por que não posto mais os meus shows, minhas fotos de malhação e viagens?

Penso, mas não respondo! Sequer estou podendo pagar alguém para ficar administrando minhas redes sociais; tenho que economizar porque posso precisar do dinheiro e meus pais nunca foram ricos; ultimamente eu os sustentava com minha fama na internet, meus shows, publicidades e aparições em público!

Agora, que será de nós?

Estou fraca e para piorar estou com uma depressão que não me deixa sair da cama! Afortunadamente não tenho vontade de praticar suicídio, sempre fui muito otimista e amo a vida; gostaria de voltar a ser quem era!

O tempo passa e eu na fila do transplante; logo eu que era totalmente contra doação de órgãos! Uma piora súbita e eu vou parar em um hospital - os dias vão passando, o dinheiro diminui e nada de órgão chegar; dependo da morte de alguém compatível comigo para seguir viva!

Um aviso chega aos meus pais e eu acabo sabendo: Estamos ficando endividados, não podemos mais manter-me a mim em um hospital privado! 

Eles irão me transferir para um hospital do S.U.S.

"Sorte a minha" que vivo em uma grande cidade do Brasil - há vários hospitais públicos meia-boca, mas a prioridade é para quem está como eu estou - à beira da morte, e agora a primeira da fila em aparecendo alguém compatível!

Felizmente consegui a vaga em um desses hospitais públicos, tudo por influência minha (os médicos gostavam de mim como "celebridade" que era), assim que intercederam conseguindo esta vaga no SUS; o jeitinho brasileiro que passam por todos os âmbitos do país, também foi validado por mim como usuária: e pensar que tinha asco de hospitais públicos, agora era feliz por poder utilizá-lo!

Melhor que a morte, certeza que era!

Então fui ficando. Não podia voltar para casa porque não tinha como seguir viva sem os aparelhos públicos que se ligavam a mim!

Mal conseguia falar com meus pais (só uma vez por dia, em hora de visita, e rápido); mesmo assim, fiquei sabendo que durante o tempo em que estava alí, dois corações haviam aparecido, mas não eram compatíveis comigo!

Chorei, mas não desesperei! Torci e rezei para que mais alguma alma boa morresse, fosse doadora e compatível comigo! 

O que queria era viver - não importava de onde viesse o doador!

Parece que o Deus em que eu acreditava estava comigo!  Depois dessa tristeza e desesperação em prol da morte de outro ser humano, uma "boa notícia" chegou!

Uma pessoa bastante jovem, apenas um ano mais velha que eu havia falecido em um acidente, teve morte cerebral, era doador e tinha o coração perfeito para mim - compatível e em super bom estado (não era fumante, não era alcoólatra e melhor - era quase um atleta; estava em plenas condições de saúde)!

Assim que Lisa não se conteve! Estava plena e feliz; super confiante que tudo daria certo, e deu!

A operação foi um sucesso!

Em alguns dias ela já estava em casa se recuperando e fazendo tudo que os médicos aconselharam!

Mas, algo passou!

A depressão seguia com ela e agora tudo em que acreditava havia desaparecido!

- Por que alguém teve que morrer para que eu seguisse viva?

- Por que o 'universo' preferiu a mim, que a esta pessoa que faleceu?

- Sou mais importante?  Sou mais útil?  Sou mais merecedora?

Todas essas perguntas apareceram, mas nenhuma resposta surgiu!

Então Lisa foi procurar, investigar quem era o ser humano gentil e bondoso, que em vida decidira por doar-se, caso morresse! 

Não entendia isso porque sempre foi contra doações de órgãos, tecidos e medula, mas agora era diferente - queria saber porque alguém é assim, porque as pessoas agem dessa forma (se comprometem a doar, independentemente, de quem vá receber)!

Queria ser assim, talvez, descobrindo acabasse com a depressão que seguia com ela, mesmo com coração forte estava sem forças para viver a vida de antes!

Foi em busca de resposta, e mais uma vez, por sua influência passada acabou conseguindo saber quem era o doador!

Tratava-se de um imigrante haitiano, um jovem corredor; um atleta de várzea - um iniciante na vida esportiva que durante uma corrida pelas ruas da cidade, onde estava albergado, fora atropelado e deixado no solo em meio ao sol; felizmente, para Lisa, ele foi socorrido, mas teve morte cerebral em um hospital com estrutura suficiente para retirada de órgãos!

O menino era doador e seus pais não se fizeram rogados: doaram tudo que podiam (olhos, rins, fígado e coração).

O garoto negro, de 25 anos, 1m80cm, já havia corrido em seu país e ganhado alguns troféus; por isso, aqui estava treinando para uma corrida de longa distância! A finalidade principal não era se fazer famoso e rico, mas apenas ganhar algum dinheiro para ele, os pais e irmãos que viviam albergados, com quase nada para sobreviver no Brasil!

Ao saber disso Lisa chorou muito; sentiu que partira o coração que havia dentro de si!

Uma pessoa, de uma das nacionalidades e cor que ela odiava, havia doado vida a ela!

Tinha que fazer algo; não poderia seguir sendo a pessoa que foi!

Sabia que agindo diferente perderia muitos seguidores e admiradores (até porque a maioria era igual a ela - fútil, vazia, preconceituosa, racista e xenófoba)! 

No entanto, foi em frente!  Desde então é outra pessoa! Respeita a opinião alheia; a sexualidade, nacionalidade, crença e todas as diferenças que o ser humano possa ter!  

Entendeu que, apesar de sermos diferentes temos uma só essência - somos todos seres humanos; quando menos esperamos, quando a vida nos vai de maravilha é nessa hora que podemos 'cair' nas mãos de um médico negro, amarelo, de outra nacionalidade ou ter dentro de nós parte de alguém que se víssemos na rua nos causaria raiva e asco, pelo simples preconceito que carregamos em nossas almas escuras e impiedosas!

Hoje Lisa dá palestras pelo mundo; virou ativista dos Direitos Humanos e buscadora, conscientizadora da importância da doação de órgãos e tecidos!

Não é mais rica, tampouco mais querida que antes, entretanto garante que é muito mais feliz que um dia sonhava ser!


*Para saber mais sobre transplantes de MEDULA e outros, dirija-se ao REDOME de sua cidade, que é ligado ao INCA - CLICANDO AQUI!

Essa história não tem bases reais; qualquer semelhança é pura coincidência!
Ao copiar, distribuir, replicar ou compartilhar cite a fonte, por favor!
Imagem/créditos: pixabay grátis

Este pequeno conto tem como finalidade conscientizar as pessoas da importância da doação de órgãos, tecidos e medula: Por Elane Ferreira de Souza (Advogada, blogueira e autora da fã page Diário de conteúdo Jurídico e do canal Advogada Elane Souza no YouTube); ahh, estamos também no JusBrasil com o DCJ.

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6 de agosto de 2019

As Marias das redes sociais

Na rua encontro a Maria, minha vizinha de anos; ela passa por mim e mal diz bom dia, com um leve sorriso; tão leve e de canto de boca que quase não percebo que àquilo foi um sorriso com um bom dia!
A mesma Maria, um dia desses me pediu amizade no face e eu, abestalhada que sou, aceitei!
De lá para cá nunca mais passei sem um BOM DIA! 
Todos os dias a Maria arranja tempo para copiar um post, já que não sabe criar, com os dizeres: "BOM DIA AMIGOS LINDOS DO FACE - gratidão"!
Afff, essas pessoas que não passam um dia sequer sem dizer bom dia, nas redes sociais, são as mais chatas da vida real!  
Quando caímos no erro de dar nosso número ou ela consegue e te adiciona no WhatsApp, ADEUS PAZ!
Enfia-nos 'guela' abaixo correntes religiosas, bom dias, notícias políticas e fake news, diariamente - fazem isso como se estivem num modo automático; e por que digo isso?
Porque elas não perdem tempo com pesquisa; acham o post ou a notícia circulando ou recebem no seu próprio telefone e dá-lhes compartilhar com todos da lista -  LER QUE É BOM, não faz parte do dia a dia delas; só passam os olhos no título, creem que com isso já conseguem absorver tudo que tá no corpo da notícia ou post. 
- Pode até haver cristão que aguente isso, mas eu não!
O tempo passou, meu aniversário chegou e de repente um SUPER PARABÉNS dado pela Maria; mais tarde, naquele mesmo dia, por acaso, encontro a Maria na rua e vou agradecer pelo tão entusiasmado parabéns; no entanto, parece que a Maria não é a mesma - agradece, sem graça, dizendo que não foi nada, sigo falando algo, mas ela sequer me dá ouvido.... sai caminhando em direção à Josefa, nossa vizinha em comum (só que mais nova, mais bonita, mais popular e mais riquinha).
Moça com celular no bar - por pixabay grátis
Como Maria já tive muitas amigas no Face, hoje tenho a referida rede social como se fosse um deserto virtual - só sigo ali porque está vinculada a minha página de pequenos negócios; se não a necessitasse já teria exterminado de vez!
Infelizmente, assim são os amigos das redes sociais: salvam uns 10 (dez) quando muito, que nutrem algum sentimentos por nós e, do mesmo modo, nós por eles.
- Por que fazemos tanta questão de números e de falsas celebrações e cumprimentos, curtidas e comentários?
No mundo real ninguém nos reconhece e sequer sabe a data do nosso aniversário!  Não fosse o automático das redes que avisam, seríamos pessoas sem data a comemorar!  Passaríamos anos e só os 10 ou 12 amigos verdadeiros nos cumprimentariam em datas assim (e olhe lá)!
Doces eram aqueles tempos em que as pessoas iam aos restaurantes para conversar, olhar nos olhos; ouvir música, rir das piadas uns dos outros, cantar com o músico local, chorar ou rir de tão bêbado e desabafar!
Hoje, se você ficar bêbada (ou não ficar, mas gostar de conversar) vai falar sozinha porque "AZAMIGAS" estão no celular postando o look do dia, a comida ou o drink que irão consumir.
CONSUMIR? 

Sim, consumir, mas só depois de fotografar a cena perfeita, sem tocar;  depois que esse ritual acabar elas partirão para as rizadas e comentários dos que não estão presente! A ti - que está presente, elas só te darão atenção se for para te fotografar 'babando' de bêbada, afinal postar humilhações também dá likes, curtidas, comentários e rizadas, (entretanto, só farão isso porque são suas amigas - que fique claro, porque se não fossem, não sairiam contigo). 
Os meio/amigos não foram convidados para a "zueira" no barzinho (ou vivem a mais de Mil quilômetros de distância e até em outro país), assim só recebem as fotos que você (nós) compartilhamos. Como "amigos" que são a "obrigação" é curtir e comentar de como você está passando bem, de como está bonita, perfeitamente maquiada e vestida - e a comida então, a que você faz questão de postar, certamente é uma maravilha quando muitas vezes está asquerosa - só tem montagem!
A mesma coisa acontece conosco, aquela foto pode estar 'polida', super editada, sem falar no quilo de maquiagem que levamos e da pose escolhida para postar (após tirar pelo meia dúzia de fotos) - somos casca, vazias e carentes da aprovação alheia!
Atualmente viver é compartilhar; se não compartilhou não viveu!
Obs.: "Marias" não é pejorativo, tenho muitas Marias que amo na vida (mãe, parentes e amigas), foi só uma forma de titular o dia a dia atual (a pessoa do texto também não sou eu - é só um imaginativo baseado no corriqueiro).


Por Elane Souza - proibida cópia sem citar nome da autora

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Crédito pela foto: Imagem pixabay grátis


31 de julho de 2019

Qual é o sentido da vida?

Não ter sentido - nascemos sem pedir e morremos sem querer!

Mesmo sendo a vida sem sentido, a morte nos causa medo; literalmente nos sufoca - inclusive para  os que tem religião e a crença de que há uma vida melhor após à morte, tem MEDO; tem demasiado medo dela; o que é lamentável, pois não devia ser assim! 

Sou até capaz de afirmar que os mais medrosos são os que tem crenças!

Mas, por que isso acontece se vão para um lugar melhor?  Um paraíso, ou céu, um lugar cheio de beleza e amor?  

Deveriam rogar para que o tempo terreno fosse o mais breve possível (economizavam sofrimento), mas não; quando adoecem ou acidentam rogam por tudo que é sagrado para seguir aqui, neste mundo sem sentido, cheio de dor, de angústia, de inveja, de medo e sofrimento!

Quando estão em apuros e correm risco de morte -  oram, rezam muito, clamam pela entidade que inventaram e chamam de Deus, para que lhes poupe a vida ou a dos seus entes queridos!

Seria lindo ver os novos religiosos (de todas as crenças) se igualarem aos mártires cristãos que iam para a morte na Arena de Roma (Coliseu - COLOSSEO), cantando hinos de louvor, mesmo sabendo que seriam devorados por animais ou queimados vivos!

Esses sim, eram verdadeiros cristãos - os de hoje, especialmente os líderes, só pensam na riqueza, no luxo que uma religião lhes pode dar na terra; enquanto isso, as pobres "ovelhas", algumas nem tão pobres assim - (e aqui me refiro à pobreza de crença, de fé), porque umas são verdadeiramente inocentes e crentes; seguem pela fé, mas há outras que se puderem, se houver oportunidade matam, estupram, violam, roubam, traficam, são corruptos ou tudo junto; isso quase sempre acontece por detrás de uma religião (uma crença para o mundo ver - ou para "inglês ver", como acharem mais conveniente); mas se houver um deus esses serão àqueles que receberão, na voz do Senhor, o escrito em Mateus 7.21; qual seja:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas àquele que faz a vontade do meu pai que está nos céus"!

Entretanto, para os ateus a vida é aqui; deveríamos desfrutá-la aqui - todavia não é diferente para nós, pois também temos medo - quando digo nós me refiro mais a mim que não tenho crença (sou atéia) e alguns que se 'parecem' comigo (são ateus) e agem como eu ajo. 

Não seria mais coerente desfrutar de tudo, já que tudo se resume a isso aqui?  

A morte é apenas um vazio, um nada; seremos poeira cósmica ou quiçá adubo para a terra! 

No  meu caso, em específico, não desfruto e ainda a considero um asco - totalmente sem sentido, sem coerência; uma insanidade colocar filho no mundo sem saber qual é o verdadeiro propósito da vida; ou será que é mesmo não TER PROPÓSITO, não ter sentido?!

Por outro lado, tenho a esperança de que ninguém (que nenhuma crença) esteja correta! Não quero uma vida melhor em outro lugar; tampouco repetir a vida aqui; queria uma vida feliz agora, pois é o agora que tenho para viver; sonhar que possa voltar a viver outra vida na terra (como creem os espíritas) me dá até vertigem! Passar por tudo outra vez, melhor ou pior, é um pesadelo que não quero ter, nem desejo para os inimigos - se preciso for até oro, rezo e clamo com um pouquinho de esperança, ou seja, um pouquinho de fé!

O tempo é infinito; já nossa vida é um moco, um escarro - quando começamos a entender algo, ou desfrutar de algo ela se vai.

Por que não nos comportamos como uma planta ou um cão? 

Esses não passam o tempo perguntando qual é o sentido da vida e não se  importam quanto tempo estarão aqui, e quando partirão! Apenas agem como planta e cão!  Desfrutam!

Quem não encontra sentido para vida seque perguntando e sofrendo com as dúvidas - as minhas vem desde que entendo estar viva!  

Ainda sem entender absolutamente nada me perguntava: porque tudo é tão angustiante? Por que os sol nasce e se põe? 

Por que chove, faz frio e meus ossos da 'canela' doem? Por que falam tanto de um deus que me causa paúra?  

No entardecer as nuvens se transformam em bruxas, caixões e sobre eles sobrevoam os anjos do apocalipse - cada um com uma cara mais medonha!  

- Porque me fazem isso, sou apenas uma criança de 6 anos? 

Eu deveria me sentir amada; não tenho pecados, não pedi para nascer?  

Estou pagando por algo que não sei? E se não sei, porque estou pagando?

A criança cresceu, mas as perguntas seguem sendo quase as mesmas, só que agora já devo ter muitos pecados! 

Afinal, viver é sobreviver, passar o tempo, esperar o momento final ou tentar encontrar a felicidade em meio caos?  E se encontrar, estar sempre feliz em meio ao caos não é meio que insano, não é agir como um abobalhado?

Realmente, após cinquenta anos de vida não dá para continuar buscando o sentido da vida - estar mais para lá do que para cá, só me deixa uma certeza: a vida é um amontoado de contexto sem sentido nenhum!

Por Elane Ferreira de Souza (ao copiar ou redistribuir, cite a fonte).
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*Abaixo, um vídeo com com transcrição do texto com música de fundo!

22 de julho de 2019

O tempo não para...

Tic, tac, Tic, tac, Tic, tac....

O relógio não pára;

Estamos em 1969, período militar, quem governa o Brasil é o General Costa e Silva  - e ele o faz por meio do Ato Institucional mais duro da História - o AI 5, um tipo de Constituição que segrega, prende, tortura, mata, censura e até há um certo "toque de recolher"!

Todo tipo de pensamento e atitude distinta do que é pregado pode ser considerado ato de rebeldia e as pessoas que o fazem podem ser presas, torturadas, exiladas e até mortas por pensar e querer um governo mais aberto, mais liberal!

No entanto, é nesse momento que o Homem  chega à lua - não que o Presidente do Brasil, o de então, tenha nada a ver com isso; mas verdade seja dita, é um momento histórico para o mundo!

Final de junho daquele mesmo ano outro fato histórico!

Nasce Elane, uma pequena, chorona e questionadora criança - quiçá, tudo isso desde o ventre!

A pequena que chorava e questionava o mundo e os porquês, nunca obteve respostas - 50 anos passaram e ela sengue sendo a mesma chorona e questionadora de sempre!

Porque nascemos?  

Porque viemos ao mundo, sem que alguém (de algum lugar) nos questionasse se queríamos ou não estar aqui?  

Qual a finalidade disso tudo?  

Porque uns sofrem mais que os outros?  

Porque uns sequer usufruem do que chamam vida?  

Qual a finalidade do bem ou do mal estar?  

Para onde iremos após este pesadelo?

Viemos do nada e iremos para o nada?  Ou viemos do cosmo e retornaremos?

Quem não tem perguntas não merece respostas!  Quem não questiona nada e traga tudo, é um depósito!

Quando se tem tantas perguntas sem respostas fica difícil viver; mas, ainda mais difícil é acreditar em algo que não há provas; caminhar no escuro em direção ao NADA e crer estar caminhando em destino ao céu, ao paraíso ou a uma nova vida - uma reencarnação neste mundo de sofrimento, de dor e angústia!

Mas, reencarnação não parece ilógico?

Voltar a viver para pagar pelos erros que não sabe ter cometido?

Verdade que seria duro saber que está de volta - mas voltar a vida e reviver quase as mesmas agruras é por demais insano!

Perguntas que quiçá nunca possam ser respondidas; mesmo assim, caminhando em direção ao NADA, à escuridão eterna, prefiro acreditar que nunca mais tenha que pisar aqui - sou uma ET neste mundo; vivo à margem, sempre dando o melhor que há em mim; nunca esperando alcançar NADA - porque se vim do nada, sem pedir e terei que deixar este mundo o máximo que posso fazer é agora, e pelo agora - se hoje é o único que temos; se o passado não volta o que mais posso fazer a não ser o presente meu e o de alguém!

Doe-se, mas não espere nada em troca - nem do próximo que recebe, muito menos da eternidade ; seu momento, meu momento, nosso momento é agora - o amanhã nunca chega; quando chegar será hoje e o que você queria fazer naquele momento já será passado!
Elane Ferreira de Souza e o tempo

Por Elane Ferreira de Souza (Reflexões do dia de hoje) - ao distribuir ou copiar cite a fonte!

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