15 de janeiro de 2020

A pessoa que mais conhece de religião no BRASIL é ateu

Sou um tipo de pessoa que acompanha vários canais de Filosofia, Psicologia, Psiquiatria e Neurociência, curiosamente curto mais as áreas citadas que a minha própria (que é o Direito).

Os de Filosofia, que mais amo, são o Café Filosófico-CPFL, o canal do Leandro Karnal, o do Pondé e do M.S.Cortella. 

De Neurociência é o do Pedro Calabrez (canal NeuroVox). Já de Psicologia e Psiquiatria é o da Dra. Ana Beatriz Barbosa e mais uns tantos especialistas em Espanhol de Espanha, Argentina e México, que não interessa citar nomes; afinal, o destaque aqui vai para o Professor/Historiador brasileiro, autor de algumas obras, Leandro Karnal, que, apesar de não ter formação em Filosofia é um apaixonado pela área e pela ética, por isso nutre admiração e tem conhecimento avançado da maioria das correntes filosóficas; todavia sua maior área de estudo e pesquisa, atualmente, tem sido as religiões. 
Intelectuais do ano
Em um programa de 2019, chamado Face a Face, com Adriane Galisteu, ele afirmou que sente falta de ser aluno, aprender ainda mais sobre religiões e líguas antigas - como o hebraico, por exemplo.

Em sua infância e grande parte da adolescência (segundo ele) foi um católico fervoroso (por influência familiar e para tocar órgão, mais tarde, inclusive, obteve formação em piano); frequentava a igreja não só pela "obrigação familiar", mas sim porque era feliz no ambiente! 

Da infância ao secundário foi estudante em uma instituição católica (conduzida por freiras e padres), localizada no interior do Rio Grande do Sul, mais exatamente em São Leopoldo, onde nasceu.

O tempo passou, Leandro cresceu, saiu do Brasil, aprendeu algumas línguas, fez Mestrado e Doutorado e atualmente é um dos mais respeitados e requisitados palestrantes do Brasil, no entanto não exatamente no campo da História, quando muito trata do assunto história, mas das religiões.

Acredito, e pelo que já li e ouvi dele próprio em palestras e cursos, Leandro Karnal sabe mais de religião que a maioria dos líderes  religiosos do Brasil e do mundo; não vou nem falar dos fiéis que não vale a pena! Infelizmente, estes apenas seguem seus pastores, padres, bispos, pai de santo e até 'profetas' que os guiam pelo caminho do desconhecido, e por isso, são chamados, muitas vezes, de ovelhas de um rebanho!

Quando abrem a bíblia mal entendem o que alí está escrito, quanto mais interpretar os "desígnios do Senhor"; para isso existem os  grandes e pequenos líderes religiosos (estes interpretam como querem e os fiéis acreditam, sem discutir, sem questionar).


 - Será que a fé tem mesmo que ser cega?

- Não questionar, não aprofundar no assunto nos faz apenas "ovelhas de um rebanho", ou parte de uma manada - pensem nisso!?

"Vontade de Deus; Deus sabe o que faz; os desígnios de Deus são superiores ao nosso entendimento", são frases sem sentido, sem lógica, sem nexo e faz com que o 'crente' (pessoa com crença) deixe de questionar e apenas aceite, porque entende que tudo está além da sua compreesão (da compreensão humana).

Mas daí pergunto: Um livro, apenas um livro, qual a dificuldade de se compreender quando se realmente lê nas entrelinhas? 

Atrevo-me a responder: falta mais leitura e mais interpretação de texto; aceitar o que é mais simples e menos doloroso é excesso de fé, e sendo assim, ela é cega!

Acredito que foi o que fez Leandro Karnal quando deixou de crer!  Quando se aprofundou mais na leitura da bíblia e em mais centenas de outros livros religiosos (de outras crenças), quando conheceu a história e os livros sagrados para outras religiões (e seus deuses) foi que se afastou da igreja católica e da fé cristã.

Entendeu que não há um deus único e uma única crença - sua vontade de saber e entender mais sobre o desconhecido foi tanta que se especializou na história das religiões e deixou de crer (alguns dizem que Leandro é Agnóstico, mas já ouvi ele mesmo afirmar-se ateu).

Certa feita até achei graça. Uma senhora, em uma palestra com Leandro, pediu a vez para falar e disse: "o Senhor é a pessoa que mais entende de religião que já vi e ouvi, no entanto não segue, nem crê em nenhum Deus, apesar disso procede como um verdadeiro cristão"!


Seria isso contraditório?

Eu 'creio' e por isso digo que não, afinal me sinto igual, apesar de não saber 1/3 do que o Professor Leandro sabe, sobre as centenas, quiçá milhares de religiões e deuses que há no mundo, sei mais do que sabia quando frequentava uma igreja.

Foi a partir do momento que passei a estudar mais, compreender mais a bíblia e suas contradições é que deixei de vez a fé cristã.

Todavia, igual ao Leandro, sou uma paixonada pela arquitetura das históricas igrejas catóticas no mundo, como o Duomo de Milano (IT), o de Firenze (IT), o próprio Vaticano e a Capela Cistina; as belas igrejas menores como a de Módena, a gigantesca Catedral de Sevilla (ES), a Basílica de San Marco, localizada na Piazza San Marco em Venecia (IT), a belíssima catedral de Santiago de Compostela (ES) e tantas outras que já não me recordo o nome. 

Ahhh, e não posso esquecer da inigualável e rebuscada Sagrada Família, em Barcelona, uma das mais emblemáticas e famosas obras de Gaudí (que não é acabada, tampouco medieval).

Não crer não nos impede de admirar, de ver beleza que há, principalmente, nos templos centenários ou medievais!

A oportunidade de viver na Europa, por alguns anos, foi uma das melhores experiências que tive. Não fosse assim, não teria conhecido todas as igrejas citadas, tampouco me encantado com o patrimônio histórico do velho  mundo. Retornando ao Brasil, não resisti e já voltei 5 (cinco) vezes, dos 9 (nove) anos que aqui estou.  

Ademais das igrejas sou uma apaixonada pelos Mosteiros (Monastérios),  pelos Palácios, Castelos, vilas e cidades Medievais como Cuenca (ES). Dá impressão que fez parte de mim, "em outra vida", de tanta paixão que tenho (e nem acredito nisso de outra vida).

Também pareço contraditória?  

Pode ser, mas a verdade o único que me encanta nisso tudo são os prédios, as obras dentro e fora das igrejas; o culto, a missa que alí celebram (ou celebravam), para mim não tem nenhum encanto, não me comove, tampouco creio.

E assim é o admirável Professor Leandro Karnal; sabe demasiado de religião, mais que qualquer um de nós, mas não crê em nenhum deus, entretanto não deixou de ser uma pessoa ética e boa na medida do possível! 

Portanto, se você crê que para ser bom e ético precisa de uma religião (de um Deus), você não é bom, nem ético - você é seguidor de norma, e norma, nem sempre é boa; veja o que se passou com o Estado totalitário implantado por Hitler na Alemanha Nazista - havia uma lei implantada que obrigava prender quem escondia Judeus, gays, deficientes e negros, e estes citados eram presos e possivelmente mortos nos campos de concentração porque a lei assim definia. Então se a sua religião manda discriminar, distanciar-se dos diferentes e até matar quem não for da mesma crença, você o fará?

Prestem bem atenção no doutrinamento que inculcam em vossos cérebros ou se tornarão ovelhas piores que lobos!

Para saber mais sobre o mal banal, da era Hitler leia este artigo aqui.


Por Elane F. de Souza (Advogada não atuante), autora deste e dos blogs:

Um canal do Youtube só de DIREITO:
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9 de janeiro de 2020

" 7 semanas sem PORNOGRAFIA "

Parece depoimento de pessoa que frequenta alcóolicos anônimos, ou viciada em outra droga qualquer: e é mais ou menos por aí - não é muito diferente não!

Esse título eu encontrei em uma rede social que, no meu ponto de vista, é uma das melhores do momento, pois não é tipo as tradicionais que tem como finalidade maior a ostentação - ela praticamente vive do anonimato das pessoas que postam por lá. 

Fazemos um perfil, inventamos um codinome, colocamos uma figura, ou nenhuma (um avatar de perfil), e após um tempo podemos criar comunidades, comentar e curtir nas nossas, e nas que estamos acompanhando (seguindo).

Dependendo da temática, algumas comunidades do REDDIT (este é o seu nome), alcança um elevado número de seguidores, a partir daí, você poderá compartilhar tudo que estiver de acordo com as regras e o tema da comunidade.

Exemplo: na comunidade r/Brasil, que sigo, você pode publicar "quase tudo", pois existem as tags: vídeo, política, artigo científico, opinião, discussão, imagens de dia, notícia do dia, charges, etc. (EXCETO pornografia de qualquer tipo).

Entretanto, existem algumas, especialmente norte americanas, que é onde o REDDIT faz mais sucesso, que a temática é pura e simples sobre o assunto porn (neste caso, política e noticiário não entram, pois não interessa ao público alvo).


Mas, sobre o tema em questão, o que tem a dizer?

O tema deste texto é vício em pornografia, mas não foi encontrado em uma comunidade porn; pelo contrário, foi retirada de uma que é sobre r/desabafos. 
Dentro dela você encontra uma imensidão de desabafos sobre depressão, ansiedade, vida na faculdade, vida no ensino médio, pessoas falando que pensa em suicídio, pessoas com uma série de vícios, problemas familiares que pedem opinião ou só desabafam - lá não se aceita outro assunto que não seja o seu desabafo (sobre o que lhe "corrói" por dentro, sobre o vazio e angústia existencial).
Depoimento no sub REDDIT
Só estou publicando o tema porque está aberto em uma rede social e com o autor anônimo - e claro, pela repercussão que o assunto provocou nos outros integrantes, especialmente na classe masculina.

O vício em pornografia entre os jovens e pessoas de meia idade é mais comum do que imaginamos.

Existem pessoas (desculpe homens, mas vocês são maioria) que de tanto usarem a pornografia acabam viciando - masturbando sempre ao assistir perdem o interesse, a libido pela mulher que tem, pela namorada, ou por encontrar uma pessoa para sair, conviver - o pensamento fica sempre ligado no próximo vídeo e na próxima 'punheta'!

A ilusão em tudo que vêem (a beleza 'fabricada' da maioria das mulheres, atrizes pornôs que lá estão, e do que elas podem fazer, em se tratando de sexo), acaba extinguindo o interesse nas mulheres comuns, passando a gostar mais da própria masturbação, uma vez que, enquanto se tocam é nas Porn actress que pensam, é elas que vêem e os  inspiram.

Infelizmente, quando vai se relacionar sexualmente com a namorada, a noiva ou esposa, usam comprimidos (estimulantes sexuais para ter ereção) ou deixam a desejar na cama - uns até aprendem algo com a pornografia e acabam deixando a mulher bem satisfeitinha, mas eles mesmos não conseguem orgasmo (porque deixa de se estimular com a própria amada, o estímulo vem da visão porn e do próprio toque - o toque dos(as) demais companheiras (os) não tem a mesma graça).

Veja só alguns depoimentos coletados no post, tema deste texto:



level 1
Toxic_Ramone                                                
47 points·16 hours ago
...Fui viciado em pornografia por muitos anos e isso fode com seu psicologico, já que tb fiquei viciado em masturbação. Com o decorrer do tempo tive dificuldade para ejacular nas relações sexuais até o problema evoluir para uma disfunção erétil terrível, que quase acabou com meu casamento. Iniciei um tratamento psicológico que me ajudou bastante e estou pornfree a mais de um ano, sem falar que minha saúde física, mental e sexual foi restaurada.



level 2

15 points·15 hours ago
Fico feliz que você tenha conseguido se recuperar. Vejo que hoje em dia quase todo mundo recorre ao pornô pra se masturbar, coisa que não é nada saudável. 

Tenho medo do que vai ser do futuro dessa molecada criada no xvideos.Para mim ficou cada vez mais difícil gozar. A minha esposa até tinha o orgasmo, mas eu não. No começo não dei muita importância, mas minha ereção foi ficando mais frágil até virar uma disfunção erétil. Por mais que a parceira tentasse me estimular, simplesmente não subia... ; Contudo na masturbação não havia esse problema, e somente por meio do consumo de pornografia eu tinha ereções. Fui a um urologista, contei toda a história e ele me indicou terapia, onde alcançei a cura desse problema. Cara, a questão é q nossa mente é muito poderosa; esse consumo exagerado de pornografia terminou por me condicionar a obter estímulo sexual somente por meio dela, mas graças às mudanças de hábito superei esse problema.

19 points·11 hours ago
Sou garota e gostaria de dar um adendo à todos os rapazes, q não é só pessoal, provavelmente falo por todas mulheres heterossexuais que sim, isso é um livramento, suas relações ficam melhores, mentalmente e fisicamente. Já tive namoros e casos em que a pessoa era viciada e aquilo era péssimo para o relacionamento, nós mulheres percebemos isso, tanto na postura da pessoa como no abalo sexual do casal, uma pessoa viciada em pornô não consegue ter uma relação saudável com outra e nem consigo msm consequentemente. Que vcs encontrem a força de vontade pra deixar esse vício e assim vão desencadear muitas coisas boas, experiencias, que vcs não sabiam que podiam ter.

4 points·12 hours ago
Acho louvável. Nunca fui viciado mas consumia com uma frequência boa. Cortei junto com a punheta e fiquei um bom tempo sem, mas voltei na punhetinha apenas e não tô sentindo falta do pornô.


level 1
3 points·8 hours ago
Pornografia causa um impacto cabuloso na vida da pessoa, surge uns pensamentos tipo "Mano, pra que vou sair com essa guria se posso bater uma em casa e salvar dinheiro?" E tu perde bons momentos, oportunidade, sem falar que pode dar uma treco no teu pau, eu tive um machucado na uretra que eu comecei a urinar sangue, eu parei e nunca mais tive problema. O esquema é arrumar uma namorada massa e deixar essa porra pra lá, aquele ator Terry Crews fala muito sobre isso porque ele era viciadaço também.

1 point·1 hour ago
eu estou parando com este hábito, já faz quase um mês que não consumo e sempre que surge aquela vontade, começo a me questionar se vale a pena perder meu tempo para ver isso e logo após vir a famosa "depresso pós-punheta"

level 1
1 point·1 hour ago

Continue assim mano, estou tentando há um mês ficar sem pornografia por uma semana ainda sem sucesso, contando com hoje estou no 4 dia sem pornografia.


Enfim, creio que não há muito mais a relatar, a não ser dar um conselho (que é de graça): evite estar o tempo todo diante de sites pornôs - e não estamos falando em pecado; tudo é uma questão de evitar, para não viciar.



Quem tem muito tempo livre está mais propenso ao vício - então, você que é jovem, ainda estudante, vá estudar, conhecer gente, sair de vez em quando - deixe o pornô para um eventual encontro de motel (aí até estimula), ou em casa, junto com o parceiro(a), neste caso é muito bom; em separado e constante, você acaba gostando mais da sua própria mão que do toque da parceira.

Fica a dica - o único bom em masturbar-se é que não compartilhamos fluídos, tampouco haverá gravidez indesejada! 👀😁😁👅😁

9 de dezembro de 2019

ISA.bot acolhe a mulher vítima de violência online

Você já ouviu falar do ISA.bot?

Não???

Conheça agora um pouquinho deste robô, super discreto que o Google, juntamente com apoio do Facebook, por iniciativa da ONG Think Olga (Conexões que salvam) e pelo Mapa de Acolhimento de Nossas.org criaram com a função, exclusiva, de ajudar, acolher e apoiar todas as mulheres vítimas de violência de gênero na internet e fora dela.

Para acessar é muito simples e há algumas maneiras:

  1. Entrar no ISA via google, a partir daí chamar pelo chat do próprio ISA.bot;
  2. Falar com o robô do ISA no google assistente;
  3. Ou por email de contato: ola@isabot.org;
  4. Por fim, via chat do facebook - entre na página do ISA e lá estará o chat - aproveite curta e compartilhe com suas amigas - é muito importante que nós, mulheres zelemos umas pelas outras.
Essa é mais uma alternativa, ademais da SAFERNET  (que também é uma iniciativa privada contra o cyberbullying, desta feita, geral - para todos).

Outra alternativa seria ligar para o 180 e denunciar!

Lembrando sobre o ISA.bot e a SAFERNET: nunca esquecer de "printar" (fazer print screen) dos comentários ofensivos, discriminatórios e/ou criminosos - o máximo de provas possíveis são aconselháveris na hora de uma denúncia. 

Após apresentação, perante os mecanismos citados, você poderá ir à justiça - mesmo antes disso já poderá fazê-lo; mas as alternativas relacionadas são seguras e darão um apoio imenso na hora do seu comparecimento perante a Delegacia, MP ou Juízo (já estará amparada e assistida por pessoas que realmente se importam com você).

Entretanto, o STJ, por meio de sua rede social no Facebook, fez questão de apresentar o ISA.bot para o público em geral como utilidade pública - aproveitaram para mencionar o 180, que sempre foi e seguirá sendo, mais uma forma de denunciar abusos, inclusive crimes.
violência de gênero via internet ISA.bot
ISA.bot imagem STJ
Enfim, você mulher, vítima de cyberbulliyng, ou crime ainda mais grave (via web), não deixe de denunciar -  ficaram aí as alternativas que desejarem ou sentirem mais cômodas e seguras para usar!

Protejam-se e divulguem!

Fontes já lincadas: ISA.bot; Safernet e STJ

*Imagem crédito STJ
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5 de novembro de 2019

Hoje somos o mais valioso produto do meio

A afirmação prescrita no título desse texto nos remete ao seguinte raciocínio:

Compramos, fazemos checkup em consultórios médicos e laboratórios, baixamos o livro grátis ou pago que o site tal nos oferece mediante inscrição; recebemos 'presentinhos insignificantes' no supermercado, loja ou site, fazemos checkin via wifi grátis (com cadastro), no Aeroporto para dizer onde vamos ou estamos, tudo isso e muito mais (que não foi citado) mediante apresentação de nossos endereços virtuais e/ou físico, telefone, redes sociais como Instagran, WhatsApp, Facebook, Twitter e tantas outras que existem; sem falar na  obrigatoriedade da apresentação do número de CPF (sem ele, não há desconto), como ocorre na maioria das farmácias e supermercados.

A partir disso passamos a ser "vítimas" de uma enchurrada de publicidade virtual, relatório de atendimento para avaliar, oferta de produto que a base de dados cruza e entende que é do seu interesse; não esquecendo, todavia, dos que recebem seus dados e revendem ou dos que procuram dados para comprar, ou dos que entram em uma grande Plataforma de assuntos direcionados (como o JusBrasil - direcionado ao Direito) e literalmente 'roubam' dados..., neste último caso é mais fácil que tomar pirulito de criança - aqui, os dados em questão seria o email, redes sociais e telefone (FELIZMENTE, nesse Portal, não há como roubar o CPF do inscrito, já que não está exposto ou sequer se necessita fornecer quando cadastramos - se me recordo bem).

O fato é que somos vítimas e produto deste novo mundo, já não tão novo assim!

No meu tempo de Discoteca (isso denota idade 😁😀), anos 80, mais ou menos, as mulheres já entravam de graça ou pagavam menos, ou bebiam de graça - algum "benefício" sempre era dado a elas como chamariz! Felizmente, isso não 'me pegou' muito porque posso contar nos dedos as vezes que estive em um Discoteca/boate, ou sei lá como chamavam! 

Preferia namorar, jogar handbool, futebool ou fazer Karatê; a noite, dos finais de semana, para sair de casa meu pai ordenava que voltássemos às 22hs, quando tudo deveria estar começando (mesmo que fosse a um casamento ou aniversário)..., acaso não voltasse ele ia buscar e era 'bafão' na certa! 

Assim preferia não ir - também eu era a chata da turma: não gostava de som alto, gente em cima de mim, meus pés doíam por ficar em pé (com salto alto), não bebia nem bebo, dançava e danço mal até hoje, o que fazer em uma discoteca?  

Nas festas só ia pela comida e o bolo - torcendo para que fosse servidos antes das 22 horas (kkk)! 

Com relação as Disco, fui informada por amigos daquela época que, desde então mulher já tinha algum 'plus' para frequentar clubes, discotecas ou sei lá como chamavam (e chamam)!
Nós somos produto do meio no mundo físico e virtual
Nós como produto do meio
Por fim, mas ainda sobre sermos produto do meio, fiquei com uma dúvida que não me sai da cabeça, isso desde que li a declaração de uma juíza de Brasília:

"Mulher Isca": Empresário que oferece entrada gratuita, bebida de graça ou entrada de menor valor para mulheres está tratando elas como produto do estabelecimento - por Caroline dos Santos Lima - SEJUSC - Brasília.

 - Mulheres, especialmente você que é feminista/extremista e frequenta balada, já pensou nisso?

Já pensou que você está entrando de graça para o estabelecimento chamar homem e ganhar com o que eles gastam?  Que estão usando você?  Que se a bebida for grátis (para vocês) os clientes pagantes (os homens) terão maior possibilidade de "pegar vocês bêbadas", fazer o que quiserem, mesmo sem consentimento?

Lembram do maldito ditado? "....o de bêbado não tem dono"!  Eu continuo achando que tem; todavia, nem todo homem que vai a balada, paga caro para dançar e curtir, só quer isso - alguns, felizmente são poucos, querem muito mais, e se tiver que ser com uma embriada, inconsciente, será!

Pensem nisso!


Finalizando e questionando o fato de todos sermos produto do meio

A questão é: como nos livrar da cilada que é fornecer todos nossos dados para o comércio e mundo virtual?  - Quase impossível, não é?  

Afinal, a maioria dos estabelecimentos só vendem se você fornecer os dados - um seguro de carro e mesmo o carro é algo que não se compra sem o fornecimento dos dados principais (CPF, RG, endereço físico, conta bancária, etc); mesma coisa uma casa, uma moto, um avião, um Yate e até uma bicicleta, quando comprada com boleto da loja.

Estamos expostos e não há praticamente nada que possamos fazer!  Legal ou não; justo ou não, não sei - quiçá vivessêmos isolados no meio da Floresta Amazônica..., Haaa, não, péra - o IBGE ia acabar chegando lá para nos contar (estatística) como mais um ser deste país; nos obrigaria a ter um número de identificação, ou não teríamos direito a um nome e um túmulo! 

- Tá, mas e daí? Quem decidir viver assim pouco estará se importando com nome, número e túmulo! Queima e joga as cinzas na floresta - só que não né? 

Ninguém se habilita, a não ser o próprio povo isolado da Floresta (os indígenas); na verdade, todo mundo gosta é de SER e APARECER - veja o caso das redes sociais; quem não aparece adoece, se sente invisível para o mundo, então o jeito é continuar dando nossos dados e correndo riscos ou, na melhor das hipóteses, tendo a sorte de nunca ser envolvido em nada mal!

👀👉Por um mundo onde os estabelecimentos respeitam os clientes: que não venda dados, não compre dados, trate mulher e homem da mesma forma (cobre ou não de todos); afinal, nós mesmas lutamos para chegar aqui (ter direitos iguais) - então merecemos e devemos suportar que tudo nos seja fornecido ou tratado, do mesmo modo que ao homem! 

Quem quer o bônus, deve suportar o ônus!



Por Elane F. de Souza
Imagem/créditos: pixabay grátis Autor aqui
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27 de outubro de 2019

O mal é banal: "somos todos Adolf Eichemann"

Quando, em 1933, Adolf  Eichmann passou a fazer parte do Serviço Militar Alemão, será que ele imaginava que, 6 (seis) anos mais tarde haveria uma guerra (II Guerra Mundial) e poderia, no final, ser co-responsável direto pela morte de 437.000 mil pessoas transportadas (deportadas sob suas ordens) da Hungria para, quase sempre, Auschwitz (Sul da Polônia)?  

Imagino que não; mas o fato é que este Senhor, que chegou a Tenente-Coronel pelos "bons serviços prestados" durante a Segunda Guerra Mundial, foi responsável pela deportação de 725.000 mil Judeus Húngaros à Polônia (aos campos de concentração), felizmente, nem todos foram mortos - do número citado neste parágrafo lamentavelmente 437.000 mil acabaram nas câmaras de gás de Auschwitz!

Antes disso, os Judeus Húngaros já haviam sido amontoados em Guetos da Hungría; forçados a saírem de suas casas para viver nesses locais onde só havia pessoas com a mesma nacionalidade ou descendência - independentemente da classe social anterior todos passaram a experimentar as péssimas condições de um gueto vigiado. 

Esta foi a solução* que encontrou Superiores como Heydrich, militar em contato direto com Hitler, juntamente com Eichmann, também militar, fiél à Alemanha Nazista, a serviço da Schutzstafell (SS): Reunir todos os Judeus que encontrasse em um só local para, posteriormente, transportá-los aos campos (mas para convencê-los, sem maiores transtornos, mentiam que seriam deportados à Polônia). 


*Solução final: plano nazi de Genocídio do povo judeu.

Nesses locais faltava água, comida, as condições higiênicas eram precárias e por isso, mesmo antes de imaginarem os campos, onde iriam parar mais tarde, a segregação, com as péssimas condições acabou colocando fim na vida dos mais fracos (certamente alguns idosos e crianças)!


Mas, quem foi esse homem que 'organizou' a partida de todos os Judeus/húngaros em direção a uma morte certa?

A primeira resposta foi dada por Hannah Arendt em seu famoso escrito, que após publicação, em formato de artigo, no Jornal The New Yorker, transformou-se no livro Eichemann em Jerusalém - um relato sobre a banalidade do mal: "apenas um homem banal"; como eu ou você, ou pelo menos como a maioria de nós!

Alguém que obedece ordens e a Lei do momento, sem pensar, sem "pestanejar", sem remorço de que àquilo que irá realizar é o melhor ou o correto a fazer! A conclusão que se tem é: Um funcionário, um servidor exemplar para o que seus superiores necessitassem no momento - além do mais, tudo que fizesse seria um 'plus' na carreira militar; ganhos e condecorações viriam e eram bem quistas!

Para chegar ao julgamento que o condenou à morte foi cassado por longos anos; no final da guerra fugiu para a Áustria e em 1950 para a Argentina, usando documentação falsa. Lá, em um pequeno povoado foi acolhido, trabalhou e seguiu criando a família - um de seus filhos nasceu naquele país, tanto que quando foi descoberto a Argentina negou a entregá-lo. 

Capturado (sequestrado em território Argentino - 1960) pelo serviço secreto Israelense (Mossad), Eichmann foi levado à Israel e alí permaneceu preso até o julgamento em 1961. O Presidente do Julgado citou 15 (quinze) crimes, os principais: DE GUERRA, CONTRA A HUMANIDADE e CONTRA O POVO JUDEU, com isso foi condenado à morte. Sua execução por enforcamento se deu em 1º de junho de 1962.
Adolf Eichmann durante julgamento
Adolf Eichmann em Julgamento Jerusalém

Participante ativa no Julgamento de Eichmann, Hannah Erendt, como estudiosa de Jornalismo Político e apaixonada por Filosofia percebeu o quão banal era àquele homem, que sempre fazia questão de afirmar que não tinha nada contra os judeus, apenas cumpria ordens superiores e a lei do seu país. Em outras palavras: o Tenente-Coronel da SS, Eichmann era apenas "um pau mandado", um palhaço, um fantoche do regime"!

Durante o julgamento não parece o monstro que o mundo queria acreditar - de tão banal, de tão comum, parecia mais um burocrata, mais um administrador que um militar linha dura, ou um militar com características psicopáticas, alguém com capacidade para coordenar, enfileirar, e despachar pessoas sabendo do destino - qual seja? Morte certa!


A banalidade do mal

Com o tempo, a "banalidade do mal", descrita pela primeira vez por Hannah Arendt passou a ser motivo de pesquisa no campo psiquiátrico e psicológico.

Acabaram descobrindo muita coisa acerca do que o ser humano é capaz, sob ordens. A capacidade de obedecer comando superior e não se importar com as consequências, com a dor alheia, com o sofrimento alheio é inacreditável; especialmente quando essa ou essas ordens vêm acompanhadas de algum ganho pessoal ou familiar - que poderia ser dinheiro ou qualquer outra coisa de valor para a pessoa ordenada.

Um desses experimentos foi inspirado justamente no que escreveu Hannah sobre Eichmann durante o julgamento: Experimento de Milgram, foi aplicado pela primeira vez pelo Psicólogo Stanley Milgram, da Universidade de Yale, no ano de 1961.

A finalidade era verificar se a tese de Hannah Erendt estava correta - se as pessoas tendem a obedecer ordens sem questionar.

Para isso Milgram recrutou 40 voluntários (homens) entre 20 e 50 anos que foram apresentados a dois atores que fingiam ser alunos também voluntários.

Esses 40 voluntários, um de cada vez, ficaria em uma cabine fechada, com uma janela de vidro, onde via a 'vítima' de sua obediência levar supostos choques graduais - quanto mais errava a resposta das perguntas, mais recebiam ordens de aumentar o choque - assim era o experimento. 

Enquanto isso, o ator, subjugado, amarado a uma cadeira, falsamente eletrificada levava choques (que começavam em 15 e chegariam a 450 volts); o COMANDO dado ao voluntário poderia ser 'desobedecido', poderia se negar a dar qualquer choque ou a seguir aumentando (a pessoa que recebia a ordem era livre para dizer não, afinal não estava sob ameaça de morte).

Antes da pesquisa previam que apenas 0,1%  dos participantes dariam o choque  - no entanto, todos deram alguns choques no ator que consideravam aluno voluntário - mesmo no final, quando o ator dizia que era cardíaco e poderia morrer com mais choques, 2/3 dos 40* voluntários foram até o fim, quando o voluntário gritava de dor (fingindo), pedia para parar e acabava 'desacordado e babando'.
*Alguns dizem que passaram de 300 voluntários.


Conclusão - Hannah Erendt tinha razão: pessoas comuns, pessoas banais, sem nenhum transtorno narcísico ou psicopático, podem ser algozes, tremendos malfeitores na vida dos demais seres humanos quando são ordenados a cumprir regras que não são tão legais como parecem; é uma triste conclusão a falta de empatia que "nos é nata" - em especial quando envolve alguém de quem não temos apreço em detrimento a quem temos!

*Experimento de aprisionamento de Stanford (Califórnia - EUA) - realizado em 1971 por um grupo de estudos científicos de Psicologia.

O referido estudo consistia em colocar 24 pessoas em um falsa prisão (mas detalhadamente preparada como prisão); todos os volutários eram brancos e maioria estudantes da Universidade que seriam, após as duas semanas de 'cárcere', indenizados com um valor previamente combinado.

Sortearam, dentre esse grupo de 24 pessoas: 12 seriam prisioneiros e 12 seriam guardas prisionais. Imaginam o que aconteceu? De tão forte o tema e a conclusão, que Hollyood transformou em filme, quase considerado de terror! 

Não vou fazer 'spoiller' porque o filme vale muito a pena ver (apesar de perturbador). Mais uma vez a conclusão do estudo foi sinistra: a falta de empatia, a capacidade do ser humano ser mal com o outro, quando tem VOZ de comando (poder), ou é comandado e pode ter regalias com a obediência ou delação é simplesmente doentia.


A seguir um estudo que demonstra como o ser humano é capaz de agir como 'MANADA', ou seja, ter a tendência de fazer parte de grupos e estar em conformidade

Trata-se do estudo realizado por um dos representantes da Psicologia mundial mais aplaudidos - Salomon Asch, este era seu nome, Polonês de Varsóvia batizou seu experimento de "Conformidade social".

Não vou prolongar mais acerca do assunto, apenas deixarei um link de um artigo que publiquei no JusBrasil (há um tempo), onde escrevi sobre o tema, baseando-me em pesquisas acerca do estudo em questão - logo, é algo bem mais complexo que seria aqui; já que o tema deste artigo "apenas" interage com o que acabo de citar - todavia, creio que há muito o que relacionar com os demais experimentos citados anteriormente. 

Sozinhos somos capazes de atitudes atrozes, especialmente se não houver ninguém a nos vigiar (quando fazemos o bem é para "inglês ver" - ficar bem na fita)!  Do mesmo modo, em Conformidade social, melhor dizer - "em MANADA", somos quase invencíveis! Para exemplificar e finalizar: Hitler, com seu diálogo intolerante e de eficaz convencimento, foi capaz de liderar uma grande manada - por isso é sempre bom estarmos vigilantes sobre nossas atitudes e a de quem nos cerca ou governa; nesta hora, vale até um ditado popular: "diga com quem andas, que direi quem és"!

Por Elane F. de Souza (Advogada não atuante), autora deste e dos blogs:

Um canal do Youtube só de DIREITO:

E agora uma rádio:


Fonte que inspiraram o texto: revistagalileu.globo; e três filmes, sendo 1 deles documental com artistas consagrados: O primeiro sobre a ida e participação de Hannah Arendt no julgamento em Jerusalém; outro sobre o experimento da prisão (citado aqui) e o de Milgram (documental/filme) e meu próprio artigo no JusBrasil.

Foto/Créditos: por DW.com assinada pelo real autor

13 de outubro de 2019

DESPERTE

Você está dormindo e durante esse sono conturbado (que é a vida), está experimentando um pesadelo ou sonhando o mais lindo dos sonhos - um "conto de fadas" (que é a chegada ao paraíso após a morte)!

#DESPERTE, a vida é agora; não deixe para amanhã nada do que possa fazer hoje para ser feliz e fazer quem você ama, ou parcela da humanidade um pouquinho mais feliz e cômoda com a sua presença e bondade.

#Despertar é viver; sentir, festejar, curtir momentos que vem, mas que vão de imediato - despertar é saber que o hoje é passado de amanhã e que o futuro, se vier a existir, será um presente maravilhoso ou algo, ou situação pela qual podemos ou teremos que lamentar!

Esqueça do passado, ele se resume em lembranças boas e ruins de uma vida que se foi; foque só no presente e num futuro à curto ou médio prazo; projetos e projeções para um futuro bem distante (como aposentadoria, por exemplo) é bizarro!

Imagine que você trabalhe feito um "escravo" porque quer ou gosta, mas nunca curte uma viagem, um fim de semana prolongado com a família (filhos ou pais), nunca  sai para um delicioso e romântico jantar com quem ama e que, um "belo dia" você DESPERTE e não os tenha mais ao lado porque não zelou, porque não cuidou da relação ou porque simplesmente as pessoas faleceram! ...

É, você estava dormindo, perdeu muita coisa, mesmo assim transformou o seu melhor sonho em realidade: tornar-se famoso e rico; no entanto, agora é um velho doente que precisa da ajuda de um cuidador - não pode viajar; fazer sexo com a esposa (se ainda houver uma), se não houver, estiver sozinho, tampouco poderá fazer àquela orgia que imaginava na juventude, mas não tinha tempo, nem podia gastar. Agora é tarde, operou da próstata e não funciona nem com a "azulzinha"!

- E então, que será de você que acumulou tanto dinheiro, mas terá deixar para os filhos que lhe abandonaram ainda criança para seguir a mãe?

Tudo será deles: curtirão, gastarão muito e talvez, conforme a índole, rirão do quão tolo foi você, que passou pela vida, MAS NÃO VIVEU!

- Desperte - você está tendo um pesadelo; acorde para a vida porque ela urge; quem lhe garante que será um homem de sucesso financeiro?  

- Quem lhe garante que não adoecerá e morrerá antes de desfrutar qualquer quantia acumulada?

A vida é agora; só o agora lhe pertence - desfrute cada minuto do que lhe foi dado - outro alerta para quem acredita em vida pós morte: há alguma garantia que ela será melhor?  

Quem garante que não é da forma como os espíritas dizem: "você voltará em outro corpo, para viver uma outra vida e evoluir"..., e se evoluir for sofrer de novo, em um corpo pobre de recursos com poucas chances de sucesso e felicidade? 

Acaso cometerá os mesmos erros e terá que infinitamente voltar para começar e novamente recomeçar? Afinal, não é difícil que seja assim, já que você não recordará da "burrice" que fez na vida passada - logo, poderá cometer os mesmos erros uma e outra vez!

A ideia de vida após a morte em um paraíso ou céu, tampouco reencarnação não me cabem, não me alcança - Quiçá se recordássemos dos pecados e erros cometidos na vida passada, fizesse sentido voltar,  seguramente 99% dos "renascidos" fariam diferente!

Todavia, é o agora que temos (sem nenhuma lembrança dos erros de uma "possível" vida passada), trabalhemos com o corpo e "alma" que temos agora; façamos o melhor e mais justo por nós e pelos demais seres humanos, quiçá a felicidade nos alcance aqui e o universo nos recompense!

Não dê "lenha para religião queimar"; seja bom porque é o correto a fazer, não porque a religião A ou B diga que isso ou àquilo deve ser feito ou você irá para o inferno - não tema o que desconhece, não tema as incertezas espirituais; não troque sua vontade de ser bom, justo e amável por uma fé sem certezas - se Deus existir e houver uma vida após essa daqui e for melhor, seguramente um Deus piedoso, misericordioso acolherá você sem que precise "pagar entrada"!

Por Elane F. de Souza (ao copiar, redistribuir ou transcrever cite a fonte, por favor).

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