3 de outubro de 2016

Amar o diferente: um exercício de paciência e tolerância!


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Ao longo dos anos tenho aprendido muito acerca da convivência humana; uma das experiências mais impressionantes e "duras" é conviver com uma pessoa totalmente diferente de ti.   

- Mas, por que alguém faria isso - passar a vida ao lado de outrem que nada coaduna contigo?

Bem, vamos aos fatos: casais perfeitos e contos de fadas não existem, o que existe são pessoas tolerantes que, de uma forma ou outra, procuram se adaptar as "imperfeições" do par para formar uma família. O difícil é que, geralmente, nós nos consideramos perfeitos - "os outros são imperfeitos"; ao pensarmos dessa forma é que a coisa começa a se complicar!  

O primeiro passo para aceitar as"imperfeições" alheias é enxergar as próprias, afinal, "ninguém é perfeito"!   Pode ser, inclusive, que o outro esteja fazendo, exatamente, o mesmo que você - o possível e o impossível para superar os momentos difíceis que passa ao teu lado; já pensou no quão difícil isso possa estar sendo, também para ele?  Portanto, pratique a empatia, coloque-se em seu lugar e reflita um pouco! 

Todavia, acreditamos que estar ao lado de alguém que sempre concorda conosco, nunca discute, sempre diga sim a tudo também não é legal!  Existe até um ditado popular que diz: "polos opostos se atraem"; nisso, não concordamos totalmente, mas também não discordamos!  Para que tudo corra às "mil maravilhas" há que haver equilíbrio - os dois deveriam abrir mão de alguma coisa e/ou tentar mudar o comportamento (um pouquinho, que seja) para se adaptar ao outro.  No entanto, a maioria absoluta não muda; cada um é como é; nós sim, deveríamos mudar  - impôr mudanças aos outros é não dá certo!

O fato é que se desejarmos amar ao próximo como, supostamente, teria ensinado Jesus devemos fechar os olhos para as diferenças e até oferecer a outra face dependendo do caso!  Amar a quem nos ama e concorda conosco é fácil, difícil é aceitar as imperfeições alheias e seguir amando; o que não é a mesma coisa que concordar com elas e aplaudir os erros!  Entenda AMAR ao próximo como uma mãe amaria a um filho, ou a si mesmo; tudo isso difere da submissão!  

Por outro lado, se você é do tipo que não tem a mínima paciência e não tolera o DIFERENTE o melhor é seguir sozinho!  Há uma imensidão de coisas boas que se faz consigo mesmo!  Além de falar e sorrir, sem se parecer louco(a), passar os dias na própria companhia; almoçar ou jantar o que quiser sem ter que perguntar a um companheiro o que gostaria de comer; viajar e se hospedar onde desejar pelo preço que puder pagar; ir andando ou pegar o metrô; entrar no brechó ou numa loja de grife; ir ao Zoológico ou ao Museu - tudo isso e mais, sem pedir ou precisar de opiniões é o maior barato!  No entanto, se um dia se cansar dessa vida e decidir juntar-se a outro ser humano será  você quem terá que se adaptar - não se iluda, ninguém mudará por você, as pessoas só dão o que tem!

Por Elane F. de Souza (Advogada e Autora deste Blog)  Ao copiar ou redistribuir, cite a fonte!



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