1 de fevereiro de 2017

Politicamente correto? Será?

"Politicamente correto e empatia" - já notaram que são atitudes que estão mais ou menos ligadas?  Quando o problema incomoda os outros todo mundo tem um pitaco a dar! O tal do politicamente correto passou a ser chique, mas isso só acontece quando o assunto é com os outros, quando é com a gente o "buraco é mais embaixo" (a empatia vai para o "brejo, rapidinho")!

O simples fato de irmos contra certos preceitos, que antes eram "normais", já nos tacham de preconceituosos, intolerantes, racistas, "animalfóbicos" e até "gordofóbicos"!

De verdade, está ficando difícil se manifestar sem ser xingado e até humilhado publicamente pelos falsos moralistas!

Há alguns meses "passava os olhos" em certo "jornaleco" que dizia, em outras palavras, mais ou menos o seguinte: uma moça tinha comprado ou ganhado um cachorrinho; como ela morava e mora num edifício de apartamentos (ou seja, vive em comunidade) estava ficando difícil a convivência vez que o pequeno animal latia muito quando ela chegada (talvez estivesse comemorando); o fato é que os vizinhos começaram e se incomodar, por isso decidiram pedir que ela tomasse uma atitude (quiçá comprar um focinheira, ou educá-lo melhor, sei lá).  SÓ QUE NÃO, ela não quis nenhuma das opções! 

Fez o que todo mundo vem fazendo - postou o assunto nas redes sociais para "lavar a roupa suja" - foi aí que começou o debate!

Na minha humilde opinião e na de muitos que estavam "debatendo" o referido assunto, ela estaria errada; teria que resolver o caso entre os vizinhos envolvidos e de alguma forma "extinguir" o problema do barulho por completo.  

Ninguém quer que seu momento de sossego em casa seja destruído por ruídos alheios.  É exatamente como disse em um artigo anterior, publicado em outro blog sobre EMPATIA; se você tem um cão ou um bebê, coloque-se no lugar do vizinho e tente, mas tente de VERDADE acabar com a perturbação que está gerando; afinal, os mesmos direitos que você tem ao silêncio ele também tem.

Por mais "bonzinho" e amante dos animais que você seja entenderá meu posicionamento; pense no assunto como se o cão fosse uma criança chorando o tempo todo; PERCEBEU, o incômodo?  

A outra discussão a que me referi também envolvia animais (e, por acaso, era outro cachorro). 

Um Pet Shop havia feito uma promoção para banho e tosa de cães - talvez pelo fato de o valor ser bastante simbólico, muitos apareceram com seus bichinhos a "tira colo" para receber os cuidados oferecidos.

O fato é que um certo jovem não conseguiu que seu cão tomasse banho e fosse tosado - segundo ele, negaram atendimento ao cachorro porque o animal não era de raça.  Daí, CLARO, o menino foi ao facebook e postou a tal "denúncia" para todo mundo ver. NORMAL, JÁ É MODA difamar os outros por tudo e por nada!

Quem tem bicho de estimação e quem não tem, sabe que tratar animal assim ou assado vira polêmica, e por qualquer coisa..., até a negativa de atendimento em um PET (e estou falando de PET) não era um hospital veterinário não!  

Imagine que tu vá a um cabeleireiro, esteja cheia de piolhos; o cabeleireiro percebendo te negue atendimento.  Vai postar isso no facebook?  

O mesmo se dá com um cão; a outra parte foi ouvida e segundo eles não foi pelo fato do cão ser vira-latas; o cachorro estava com sarna - não queriam que seus outros clientes saíssem de lá com sarna por causa de um que iria se utilizar das instalações - melhor prevenir, não acham?   

O caso "imaginário" da cliente, humana, piolhenta e o cabeleireiro, proprietário do salão, é igual.  Definitivamente, para as coisas "andarem" bem temos que estar nos policiando! 

- o que eu faria se estivesse no lugar, nessa situação? Como eu gostaria de ser tratado?

Esse cidadão, dono do cão "DISCRIMINADO", deveria ter, primeiramente, tratado o cachorro com medicamentos para depois levá-lo a um pet de banho e tosa.  Existem coisas que até parecem ser feitas de propósito - para difamar!

Um outro assunto, também polêmico, é o fato da "discriminação" por obesidade.

É lindo você sair por aí dizendo que não discrimina ninguém e nada, que você é super do bem e coisa e tal...., o fato é que não é verdade - sei que essa minha declaração pode te chocar; mas é assim que as coisas são!  

Certa vez escrevi um artigo que dizia: "Discriminação: quem nunca praticou ou sofreu que atire a primeira pedra"; ainda hoje sigo com o mesmo entendimento.  

Uma "coisinha" ou outra, quer queiramos, ou não, acabaremos por discriminar e/ou ser discriminados!

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Essa coisa de politicamente correto não existe num todo; é uma faceta disseminada para nós pensarmos que o mundo está mudando para melhor - SÓ QUE NÃO, ele não está, essa é a verdade - infelizmente!

Imagine que você vá fazer uma viagem de avião na classe econômica - bancos sem muito conforto, espaço reduzido e viagem longa..., isso também pode ser exemplificado para ônibus ou trem; por "sorte" ou por destino, o companheiro ao lado é um obeso(a) e o avião ou o outro tipo de condução esteja lotado, não tenha como você mudar de assento, nem ele.  .....

Você está na janela, volta e meia terá que sair para ir ao banheiro ou movimentar as pernas se for um vôo longo - internacional, por exemplo; nesse caso terá que incomodá-lo constantemente pois, não é possível que você saia sem que ele se levante - sem falar que terá que se encolher em seu próprio assento - o vizinho é muito "largo" para uma cadeira só!

Sentir-se incomodado, chateado e revoltado com essa situação é anormal? DIGA-ME, é anormal querer viajar com um mínimo de conforto quando pagou o mesmo preço pelo bilhete que o companheiro de assento e os demais?  

Não creio!  É um direito do consumidor desfrutar do que comprou e pagou!

Hipocrisia para que?  Todos sabemos que o mundo não está repleto de bons samaritanos - infelizmente o contrário!

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Politicamente correto - foto por blog turismo adaptado
Por situações como essa do passageiro obeso que algumas empresas estrangeiras passaram, algum tempo, cobrando dois bilhetes de clientes muito acima do peso - depois, conforme perdiam peso teriam desconto. 

Elas (as empresas) também estavam descriminando por agirem assim?

Claro que não - faziam o papel delas de empresa, pessoa jurídica - dar conforto aos clientes e, para que isso fosse efetivado teriam que deixar a todos igualmente confortáveis; assim, evitariam, num futuro, tornarem-se vítimas de uma ação na justiça.

Agora, nós humanos, pessoas físicas, temos que ficar com essa infinita frescura de não poder dizer ou fazer isso ou aquilo - já tá ficando chata essa falsidade de TUDO ter que ser "politicamente correto"! 

PRONTO, FALEI!

Por Elane F. de Souza (Advogada, Autora e Administradora deste Blog)







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