10 de maio de 2020

Ansiedade mata, mas descaso e preconceito matam ainda mais! Enfermeira americana denuncia médicos por matar latinos e negros

Caro seguidores, os últimos dias não estão fáceis, por isso pouco passo por aqui; no entanto, creio que fácil não está para ninguém!

No caso, refiro-me a mim porque já sofro de ansiedade crônica e depressão moderada, então fico imaginando como estará a vida de todos os que estão dentro das ambulâncias que passam, diariamente, na região onde vivo (uma quadra - que de frente dá para uma rua super movimentada e, fundo, com outra igualmente ou mais movimentada). 

Não estou exagerando, vivo no Recife (no perfil tem essa informação, então não há porque omitir), o fato é que ultimamente, durante o dia, 10 a 12 ambulâncias, quiça mais, quiçá menos, passam por aqui e me deixam com os nervos à flor da pele; sentindo-me um trapo humano por não ser útil na vida de ninguém, tampouco na vida de minha família (pais, irmãos e sobrinhos) que vive a quase 3mil km de mim (em Cuiabá-MT).


Não sei se vocês sabem como sente um ansioso: ele vive o futuro, bom ou ruim (é indiferente)!


Quando há uma viagem de férias ele planeja e fica querendo que chegue logo (isso já controlei); quando há uma prova importante ele não dorme, acorda a noite toda imaginando que vai chegar atrasado e/ou algo dará errado; não usufrui do presente mesmo quando é bom, imagina quando o presente está um cáos e o ansioso pensa que àquilo que está acontecendo vai bater a sua porta a qualquer momento (quando digo a sua porta, digo, a de dentro de casa e a de de fora - a de Cuiabá).

Infelizmente não conseguimos absorver bem àquilo de que as coisas não estão sob nosso controle (como ensinaram os estóicos) - preocupando ou não elas irão acontecer (se tiver que acontecer)!


ENTRETANTO, VAMOS AO QUE VIEMOS? - Falar acerca do sugerido no título?

Todos devem saber como os Estados Unidos da América (EUA) estão em relação ao Corona Vírus ("pouquinho" pior que o nosso em mortes e números de casos); isso se deve mais as políticas do atual Presidente e do sistema de saúde pública que existe (digo, NÃO EXISTE) por lá!

O fato é que nós temos muito mais Direitos que eles tem - lá, por exemplo, não há saúde pública - se você trabalha, você tem um seguro (se quiser aderir), se achar que é imortal, como meu esposo, jamais irá aderir esse tal seguro e se vier a ter um acidente ou uma doença grave, que realmente precise se internar e operar (e for pobre) MORRERÁ!

Não adianta vir aqui, no meu perfil, com sua "síndrome de vira lata" (pelos EUA) e ficar defendendo o atual governo (que é um desgoverno - como o nosso); afinal, as coisas são como são. 

Apenas abra algum jornal de renome, aqui na internet e você verá os números; se for alguém que gosta de TV, lique qualquer uma delas e também terá uma parcial dos números de mortos naquele país. 

Recentemente li uma notícia que vinha acompanhada de um vídeo de uma enfermeira chorando pelos mortos (latinos e negros). Ela postou o referido vídeo em suas redes socias como uma denúncia, a partir daí viralizou e saiu em alguns jornais dos EUA e do mundo!


VÍDEO DA ENFERMEIRA NICOLE AQUI (em inglês; mas quem não souber inglês, traduza os comentários no google traductor, assim saberá, mais ou menos, o que ela diz).


Denunciava o descaso dos Médicos para com os estrangeiros em geral (mais negros e latinos - independente de legais, permanentes, descendentes com naturalização ou não).

Chegou de afirmar que os profissionais de saúde (geralmente médicos) aceleravam a morte de quem chegava com quadro um pouco agravado; os com agravamento maior eles aceleravam ainda mais a morte. A prioridade é atender nativos brancos!

Repasso essa denúncia porque os Direitos Humanos à saúde, e no geral, são para todos - mas parece que os EUA esqueceram que assinaram tal Carta (DUDH) e estão escolhendo quem vive e quem morre pela preferência baseada na cor e descendência.

Esperamos que o nosso "amado" Presidente, "baba ovo" do Presidente Americano, não faça o mesmo por aqui - afinal, temos muita gente de outras nações que vivem em nosso país na extrema pobreza, exatamente como os nativos (nós, os brasileiros).

Não há que dar preferência por nenhum critério; no entanto, já sabemos que inclusive aqui já estão dando preferência baseada na idade, doenças pré-existentes com comorbidade alta, etc. 

Alguns médicos e especialistas em São Paulo, Rio e Fortaleza já disseram isso (que aqui também poderá chegar um momento em que haverão de escolher quem vive e quem morre) - dar leito de UTI, com respirador, só para quem tiver mais probabilidade de viver, probabilidade de futuro!

Creio que quem deve decidir isso (tendo comorbidade ou idade avançada) é a própria pessoa, não um médico, não um Presidente, que por meio do Ministério da Saúde (via Administração do SUS), obrigue médicos a por fim a vida de pessoas mais frágeis e idosas, para que pessoas mais jovens e ativas sobrevivam! 

Tem que haver assistência para todos - para isso poderiam, inclusive, diminuir o próprio salário (que é demasiado alto quando comparado com os outros mortais que não estão na política).

*Clique sobre este link e veja um vídeo de outra enfermeira sobre o caos nos EUA, onde há  os 30% de casos no mundo.

Fica aqui a denúncia desta sua amiga blogueira e Ativista da Anistia Internacional em prol do cumprimento dos Direitos Humanos no mundo!

Quem puder, #fiqueemcasa!


Aos meus atuais heróis (médicos, enfermeiros, garis, motoristas de ambulância, socorristas, maqueiros, porteiros, zeladores de edifícios, varredores de rua, agentes funerários, caixas de supermercado, repositores, motoristas de caminhão, etc), o meu mais sincero agradecimento pela participação ativa nesta guerra contra o Covid-19.


Por Elane F. de Souza - Advogada, Autora dos blogues Diário de Conteúdo Jurídico, Diário de Conteúdo Jurídico JusBrasil, Divulgando Direitos e Mediar é Legal

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Imagem/vídeo/créditos: Vídeo Nicole Sirotec, outro vídeo Band Jornalismo , e foto Sasin Tipchai do pixabay grátis 

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