5 de novembro de 2019

Hoje somos o mais valioso produto do meio

A afirmação prescrita no título desse texto nos remete ao seguinte raciocínio:

Compramos, fazemos checkup em consultórios médicos e laboratórios, baixamos o livro grátis ou pago que o site tal nos oferece mediante inscrição; recebemos 'presentinhos insignificantes' no supermercado, loja ou site, fazemos checkin via wifi grátis (com cadastro), no Aeroporto para dizer onde vamos ou estamos, tudo isso e muito mais (que não foi citado) mediante apresentação de nossos endereços virtuais e/ou físico, telefone, redes sociais como Instagran, WhatsApp, Facebook, Twitter e tantas outras que existem; sem falar na  obrigatoriedade da apresentação do número de CPF (sem ele, não há desconto), como ocorre na maioria das farmácias e supermercados.

A partir disso passamos a ser "vítimas" de uma enchurrada de publicidade virtual, relatório de atendimento para avaliar, oferta de produto que a base de dados cruza e entende que é do seu interesse; não esquecendo, todavia, dos que recebem seus dados e revendem ou dos que procuram dados para comprar, ou dos que entram em uma grande Plataforma de assuntos direcionados (como o JusBrasil - direcionado ao Direito) e literalmente 'roubam' dados..., neste último caso é mais fácil que tomar pirulito de criança - aqui, os dados em questão seria o email, redes sociais e telefone (FELIZMENTE, nesse Portal, não há como roubar o CPF do inscrito, já que não está exposto ou sequer se necessita fornecer quando cadastramos - se me recordo bem).

O fato é que somos vítimas e produto deste novo mundo, já não tão novo assim!

No meu tempo de Discoteca (isso denota idade 😁😀), anos 80, mais ou menos, as mulheres já entravam de graça ou pagavam menos, ou bebiam de graça - algum "benefício" sempre era dado a elas como chamariz! Felizmente, isso não 'me pegou' muito porque posso contar nos dedos as vezes que estive em um Discoteca/boate, ou sei lá como chamavam! 

Preferia namorar, jogar handbool, futebool ou fazer Karatê; a noite, dos finais de semana, para sair de casa meu pai ordenava que voltássemos às 22hs, quando tudo deveria estar começando (mesmo que fosse a um casamento ou aniversário)..., acaso não voltasse ele ia buscar e era 'bafão' na certa! 

Assim preferia não ir - também eu era a chata da turma: não gostava de som alto, gente em cima de mim, meus pés doíam por ficar em pé (com salto alto), não bebia nem bebo, dançava e danço mal até hoje, o que fazer em uma discoteca?  

Nas festas só ia pela comida e o bolo - torcendo para que fosse servidos antes das 22 horas (kkk)! 

Com relação as Disco, fui informada por amigos daquela época que, desde então mulher já tinha algum 'plus' para frequentar clubes, discotecas ou sei lá como chamavam (e chamam)!
Nós somos produto do meio no mundo físico e virtual
Nós como produto do meio
Por fim, mas ainda sobre sermos produto do meio, fiquei com uma dúvida que não me sai da cabeça, isso desde que li a declaração de uma juíza de Brasília:

"Mulher Isca": Empresário que oferece entrada gratuita, bebida de graça ou entrada de menor valor para mulheres está tratando elas como produto do estabelecimento - por Caroline dos Santos Lima - SEJUSC - Brasília.

 - Mulheres, especialmente você que é feminista/extremista e frequenta balada, já pensou nisso?

Já pensou que você está entrando de graça para o estabelecimento chamar homem e ganhar com o que eles gastam?  Que estão usando você?  Que se a bebida for grátis (para vocês) os clientes pagantes (os homens) terão maior possibilidade de "pegar vocês bêbadas", fazer o que quiserem, mesmo sem consentimento?

Lembram do maldito ditado? "....o de bêbado não tem dono"!  Eu continuo achando que tem; todavia, nem todo homem que vai a balada, paga caro para dançar e curtir, só quer isso - alguns, felizmente são poucos, querem muito mais, e se tiver que ser com uma embriada, inconsciente, será!

Pensem nisso!


Finalizando e questionando o fato de todos sermos produto do meio

A questão é: como nos livrar da cilada que é fornecer todos nossos dados para o comércio e mundo virtual?  - Quase impossível, não é?  

Afinal, a maioria dos estabelecimentos só vendem se você fornecer os dados - um seguro de carro e mesmo o carro é algo que não se compra sem o fornecimento dos dados principais (CPF, RG, endereço físico, conta bancária, etc); mesma coisa uma casa, uma moto, um avião, um Yate e até uma bicicleta, quando comprada com boleto da loja.

Estamos expostos e não há praticamente nada que possamos fazer!  Legal ou não; justo ou não, não sei - quiçá vivessêmos isolados no meio da Floresta Amazônica..., Haaa, não, péra - o IBGE ia acabar chegando lá para nos contar (estatística) como mais um ser deste país; nos obrigaria a ter um número de identificação, ou não teríamos direito a um nome e um túmulo! 

- Tá, mas e daí? Quem decidir viver assim pouco estará se importando com nome, número e túmulo! Queima e joga as cinzas na floresta - só que não né? 

Ninguém se habilita, a não ser o próprio povo isolado da Floresta (os indígenas); na verdade, todo mundo gosta é de SER e APARECER - veja o caso das redes sociais; quem não aparece adoece, se sente invisível para o mundo, então o jeito é continuar dando nossos dados e correndo riscos ou, na melhor das hipóteses, tendo a sorte de nunca ser envolvido em nada mal!

👀👉Por um mundo onde os estabelecimentos respeitam os clientes: que não venda dados, não compre dados, trate mulher e homem da mesma forma (cobre ou não de todos); afinal, nós mesmas lutamos para chegar aqui (ter direitos iguais) - então merecemos e devemos suportar que tudo nos seja fornecido ou tratado, do mesmo modo que ao homem! 

Quem quer o bônus, deve suportar o ônus!



Por Elane F. de Souza
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Imagem/créditos: pixabay grátis Autor aqui
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